VÁRZEA GRANDE
TAC marca nova fase para reestruturação do abastecimento de água em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) participou, nesta quarta-feira, da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Aliança pela Água, firmado entre o Governo de Mato Grosso, a Prefeitura de Várzea Grande, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O acordo estabelece um plano emergencial de investimentos e ações voltadas à recuperação da capacidade operacional da autarquia e à melhoria do abastecimento de água no município.
Durante a cerimônia, o governador Otaviano Pivetta destacou que o abastecimento de água é uma das principais prioridades do Estado.
“Não tem nada mais prioritário do que levar água para as casas das pessoas. Esse é um problema que existe há décadas no município e, por isso, buscamos uma solução conjunta. Com esse TAC, o Estado vai aportar os recursos necessários para fazer a água chegar à casa de todos os moradores várzea-grandenses.”
O Governo de Mato Grosso destinará até R$ 60 milhões para a reestruturação do DAE-VG. Os recursos serão aplicados na aquisição de equipamentos, máquinas e na execução de melhorias operacionais necessárias para fortalecer o sistema de abastecimento.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, teve papel importante na articulação institucional que resultou na construção do TAC Aliança pela Água, conduzindo o diálogo entre o Município, o Governo do Estado e os órgãos de controle para viabilizar uma solução conjunta para o abastecimento. Desde o início das tratativas, a gestora defendeu a união de esforços para enfrentar um problema histórico vivido pela população várzea-grandense.
Em sua manifestação, a prefeita ressaltou que o acordo representa uma resposta concreta para um desafio que há décadas impacta a cidade.
“A assinatura deste TAC representa um compromisso coletivo com a população de Várzea Grande. Desde o primeiro momento, buscamos construir uma solução responsável, transparente e definitiva para um problema que se arrasta há muitos anos. Hoje damos um passo importante, unindo Estado, Município e órgãos de controle em torno de um único objetivo: garantir água de qualidade na torneira de cada família várzea-grandense. Seguiremos acompanhando de perto cada etapa desse trabalho, com dedicação, diálogo e responsabilidade, porque esse é um compromisso da nossa gestão com a dignidade e a qualidade de vida da nossa população.”
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Antônio Joaquim, enfatizou que a união entre as instituições busca garantir resultados efetivos para a população.
“O cidadão não faz distinção entre os órgãos fiscalizadores; ele só quer água na sua casa. O nosso papel é contribuir para a execução das políticas públicas, e é isso que estamos fazendo. Com o apoio do Ministério Público, do Governo do Estado e da Prefeitura, vamos entregar uma solução para essa situação do DAE.”
Já o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, afirmou que o TAC representa uma construção conjunta em busca de soluções para a crise hídrica do município.
“O problema todos conhecem, mas precisamos buscar soluções para entregar ao cidadão aquilo que ele merece. Buscamos uma solução consensual, menos invasiva, e hoje assinamos esse TAC, que representa uma etapa inicial para que o abastecimento de água chegue à população.”
Representando o DAE-VG, o presidente Rogério Martins, o Rogerinho da Dakar, agradeceu o apoio das instituições e destacou que o momento simboliza uma nova fase para a autarquia.
“Quero agradecer ao Governo do Estado, à Prefeitura de Várzea Grande, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas por acreditarem que é possível transformar essa realidade. Assumimos o DAE diante de um cenário extremamente desafiador, com problemas históricos que se arrastam há décadas, mas nossas equipes nunca deixaram de trabalhar. Estamos nas ruas diariamente, inclusive durante as madrugadas, fins de semana e feriados, para garantir que a água chegue às casas da população.”
O presidente também reforçou que o TAC fortalece o trabalho desenvolvido pela autarquia e representa um avanço para o município.
“A Aliança pela Água levará mais dignidade aos moradores de Várzea Grande. Colocamos todas as equipes técnicas e operacionais do DAE à disposição para cumprir cada etapa deste plano de trabalho. Esse é um compromisso com a população e com o futuro do abastecimento de água da nossa cidade.”
O TAC prevê ainda a criação de um comitê executivo, composto por representantes do Estado e do Município, responsável por acompanhar a execução das ações previstas no acordo durante os próximos 12 meses.
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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