VÁRZEA GRANDE
Flávia e Tião entregam novos uniformes para alunos da rede municipal
VÁRZEA GRANDE
Entrega iniciada hoje segue cronograma estabelecido pela SMECEL. Os uniformes vão contemplar os 33 mil alunos das 97 unidades da rede municipal de Ensino
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e o vice-prefeito, Tião da Zaeli, ambos do PL, iniciaram a entrega dos novos modelos dos uniformes para os alunos da rede municipal de Educação. A cerimônia foi realizada na manhã desta quinta-feira (28), na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Professora Rita Auxiliadora de Campos Cunha’, no bairro Mapim.
Os kits irão contemplar todos os 33 mil alunos das 97 unidades da rede municipal de Ensino. A distribuição e logística seguirá cronograma elaborado pela Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) durante todo o mês de setembro.
A prefeita aproveitou o momento para relembrar todo o trabalho, dedicação e força-tarefa realizados para que se conseguisse entregar os uniformes ainda neste ano, tendo em vista as pendências que foram deixadas pela administração passada, o que dificultou a contratação da produção de novos uniformes. “Fizemos um trabalho efetivo para quitar as dívidas referentes aos uniformes do ano passado e assim contratar a confecção dos novos uniformes para esse ano. Todo esse esforço foi necessário, mas, somente agora estamos conseguindo entregar os uniformes para os nossos alunos” explicou.
Para o vice-prefeito, Tião da Zaeli, o uso dos uniformes são a garantia de identificação e segurança dos alunos na ida e na volta da escola. “Fizemos questão de encomendar uniformes de boa qualidade, bonitos e feitos para durar, o que reflete a seriedade desta gestão” destacou Zaeli, afirmando que atualmente o município de Várzea Grande vive uma nova fase em sua história político/administrativa, onde as demandas da população estão sendo tratadas com seriedade, austeridade e transparência.
O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Igor Cunha, reforçou que a distribuição de uniformes para os alunos da rede municipal de Várzea Grande está garantida pela Lei Municipal nº 4.110 de 2015, que assegura a uniformização composta por dois conjuntos (camiseta e shorts) para crianças da creche, pré-escola e Ensino Fundamental inicial, duas camisetas para alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, entregues no início de cada ano letivo.
“A gestão Flávia Moretti/Tião da Zaeli, apresentou os novos modelos dos uniformes no mês de julho em uma audiência no Gabinete da prefeita e inicia hoje a entrega dos novos modelos de uniformes para os alunos da rede municipal, com a produção de um kit para cada aluno, composto por camisetas, shorts, short saia, mochila e tênis, totalizando 230 mil peças” explicou o secretário.
A escola escolhida para a entrega dos kits, a EMEB ‘Professora Rita Auxiliadora de Campos Cunha’, é uma das escolas campeãs com 6.2 no índice do IDEB e entre as 12 escolas ganhadoras do Prêmio Alfabetiza Mais de 2025, promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Participaram do evento, a diretora da EMEB Profª Rita Auxiliadora de Campos Cunha, professora Leucy Ribeiro de Lima, a subsecretária de Educação, Eva de Paulo, o superintendente de Gestão escolar, professor Gilmar Mussa, a superintendente Pedagógica, profª Wilcimara Carnelos, o superintendente de Cultura, Leandro Manduca e os vereadores Charles Fabiano e Rosy Prado.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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