VÁRZEA GRANDE
Encerramento anual do projeto “Elas Empreendem” será nesta quinta-feira (23)
VÁRZEA GRANDE
Iniciativa liderada pela 1º Dama e Promotora de Justiça Kika Dorilêo Baracat e Prefeito Kalil Baracat promove o empreendedorismo social feminino e a emancipação econômica de mulheres no município
Nesta quinta-feira, 23 de setembro, a partir das 8h30, a Casa de Sarita será palco do encerramento do Projeto “Elas Empreendem” no ano de 2023, um evento que celebra o sucesso e compromisso da gestão em fomentar políticas públicas efetivas para o empoderamento social e econômico da população feminina em Várzea Grande.
Idealizado pela 1º Dama e Promotora de Justiça Kika Dorilêo Baracat, e pelo Prefeito Kalil Baracat, o “Elas Empreendem” tem como propósito principal o fomento do empreendedorismo social feminino, promovendo a cidadania, a emancipação social e econômica, além de fortalecer o empoderamento de mulheres no município.
O coração do projeto está na Unidade de Atendimento para Mulheres e Meninas – Profª Sarita Baracat, mais conhecida como “Casa de Sarita”. A unidade é destinada a oferecer atenção integral a mulheres e meninas da região, tornando-se o polo central das atividades promovidas pelo projeto.
Certificação – Durante a cerimônia, serão entregues certificados a aproximadamente 800 mulheres várzea-grandenses que participaram dos cursos de capacitação realizados em 70 bairros do município. Esses cursos, distribuídos em 87 grupos, compreendem a segunda etapa do projeto, onde foram ministradas oficinas que abrangem diversas áreas, desde artesanato até serviços estéticos.
As oficinas oferecidas incluem crochê, amigurumi, pintura em tecido, costura criativa, feltro, design de sobrancelhas, maquiagem, escovista, pequenos reparos e artes finas. Essa variedade reflete a abordagem abrangente do projeto, visando não apenas o desenvolvimento de novas habilidades, mas também a promoção da autoestima e a capacitação para o mercado de trabalho e/ou empreendedorismo social.
Impacto nas comunidades – O Projeto “Elas Empreendem” tem alcançado resultados notáveis ao longo do ano de 2023, ao todo 1.400 mulheres foram atendidas pelo projeto, fortalecendo a convivência social e comunitária.
“Os certificados entregues durante a cerimônia representam não apenas a conclusão de cursos, mas simbolizam a capacitação e o empoderamento de mulheres que, por meio do projeto, buscam melhorar a renda familiar e contribuir para o desenvolvimento sustentável da comunidade”, pontua a primeira-dama Kika Dorilêo Baracat.
Ela ainda pontua que: “A gestão municipal destaca-se pelo compromisso em promover a igualdade de gênero e criar oportunidades significativas para as mulheres de Várzea Grande. O Projeto “Elas Empreendem” é um testemunho do sucesso desses esforços, evidenciando a importância de iniciativas voltadas para o empoderamento feminino”.
A cerimônia de encerramento está marcada para às 8h30, nesta quinta-feira, 23 de setembro, na Casa de Sarita, reunindo não apenas as participantes certificadas, mas também autoridades locais, apoiadores do projeto e membros da comunidade.
Serviço:
O QUÊ: Encerramento do Projeto “Elas Empreendem” no ano de 2023 e entrega de certificado a 800 mulheres.
QUANDO: Quinta-feira, 23 de novembro de 2023, às 8h30
LOCAL: Casa de Sarita – Unidade de Atendimento para Mulheres e Meninas, localizada na Av. Presidente Artur Bernardes, 1332 – Vila Ipase, Várzea Grande
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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