VÁRZEA GRANDE
Prefeitura de Várzea Grande firma parceria com TJ-MT, JUVAM e Instituto Ação Verde
VÁRZEA GRANDE
Projeto, desenvolvido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, já plantou mais de 193 mil mudas ao longo de sua trajetória. Com a parceria da Prefeitura de Várzea Grande, a expectativa é multiplicar essa produção com a elaboração e execução do Plano de Arborização do município
Nesta quinta-feira, 14 de dezembro, foi oficializada uma aliança crucial para a preservação ambiental em Várzea Grande, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre o Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, a Vara Especializada do Meio Ambiente – Juizado Volante Ambiental (JUVAM), o Município de Várzea Grande por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), e o renomado Instituto Ação Verde. O objetivo principal é a implantação do projeto “Verde Novo”, uma iniciativa que visa promover a arborização de escolas públicas e privadas, áreas públicas e grandes espaços em Várzea Grande.
“Esta parceria é um marco para a sustentabilidade em Várzea Grande. Estamos unindo esforços para conscientizar a população sobre a importância das áreas verdes nas zonas urbanas, visando a melhoria da qualidade de vida”, destacou a presidente do Tribunal de Justiça/MT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, durante a cerimônia de assinatura.
O prefeito Kalil Baracat expressou entusiasmo com a parceria, ressaltando o compromisso do município com a sustentabilidade. “Temos projetos importantes de urbanização e arborização de avenidas, dos espaços públicos e das áreas degradadas que nos ajudarão a enfrentar essas ondas de calor, melhorar a qualidade do ar e embelezar nossa cidade”, afirmou.
Kalil Baracat também ressaltou a parceria com o Ministério Público estadual para a preservação das nascentes e destacou os esforços diuturnos para resolver a questão do abastecimento de água na cidade. “O maior investimento previsto do setor de saneamento básico nós é que estamos fazendo para dobrar a produção e oferta de água para a população de Várzea Grande”, disse.
A desembargadora Clarice Claudino da Silva pontuou ainda a expansão do projeto para Várzea Grande, destacando a importância da conscientização ambiental. “Estamos efetivando hoje a primeira grande expansão do projeto, trazendo para Várzea Grande esse que é um grande multiplicador natural da sustentabilidade”, disse.
O Projeto “Verde Novo”, desenvolvido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, já plantou mais de 193 mil mudas ao longo de sua trajetória. Com a parceria da Prefeitura de Várzea Grande, a expectativa é multiplicar essa produção com a elaboração e execução do Plano de Arborização do município.
Durante o evento, o juiz de Direito da Vara Especializada de Meio Ambiente e do Juizado Volante Ambiental, Rodrigo Roberto Curvo, expressou a importância da conscientização ambiental, enquanto o juiz de Direito e diretor do Foro da Comarca de Várzea Grande, Luís Otávio Pereira Marques, parabenizou o município pela adesão ao projeto, destacando a relevância da conscientização desde a população escolar.
O presidente do Instituto Ação Verde, Luiz Pedro Poletti Bier, ressaltou a contribuição do instituto no projeto nos últimos seis anos. “O Instituto já está no projeto fazem 6 anos, já foram plantados mais de 193 mil mudas no estado de Mato Grosso e agora com muito prazer começa essa parceria com Várzea Grande. A função do Instituto dentro do projeto é distribuir as mudas, promover a educação ambiental dentro de escolas, dentro de ações sociais, assim queremos maior qualidade de vida, mais arborização mais sombra”, afirmou Bier.
O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande, Jean Lucas Teixeira de Carvalho, considerou o momento oportuno para o início do projeto de arborização do município, destacando a parceria com o “Verde Novo” como um reforço significativo para os esforços já em andamento.
O Projeto “Verde Novo” – abrange ações estratégicas para promover a arborização urbana, incluindo a distribuição periódica e gratuita à população de mudas de plantas frutíferas e nativas. Além disso, o projeto planeja e executa atividades de educação ambiental, com destaque para o inovador Jogo Ecológico Rebojando, além de palestras e oficinas, direcionadas à comunidade escolar e ao público infanto-juvenil.
A iniciativa também prevê a formação de uma equipe de diagnóstico, responsável pela identificação de locais aptos a receber novas árvores na cidade, assim como o plantio em espaços públicos, áreas verdes, equipamentos comunitários e escolas, seguindo um cronograma elaborado para otimizar a eficiência das ações.
A parceria formal com pessoas físicas ou jurídicas, entidades públicas e privadas é uma etapa crucial do projeto, incluindo a inovadora iniciativa “Adote um Espaço Verde”, com a participação ativa de todos os envolvidos devidamente cientes das responsabilidades assumidas.
Para garantir a eficácia do projeto, está previsto o mapeamento e monitoramento das atividades através de um sistema de informação geográfica (SIG), proporcionando uma visão abrangente das áreas impactadas. Além disso, serão emitidos relatórios periódicos das ações, permitindo uma avaliação contínua do progresso e impacto do “Verde Novo” em Várzea Grande.
O Acordo de Cooperação Técnica foi assinado pelo prefeito Kalil Baracat e pela presidente do Tribunal de Justiça/MT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, marcando o compromisso das entidades envolvidas com a promoção de ações efetivas em prol da sustentabilidade e do meio ambiente em Várzea Grande.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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