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Sarau do Instituto Histórico promove a cena cultural em homenagem aos 155 anos de Várzea Grande

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O Instituto Histórico e Geográfico de Várzea Grande, em parceria com a Superintendência de Cultura da Secretaria de Educação, promoveu na noite do último sábado (07) um Sarau que movimentou a cena cultural do município. A ação contou com a participação de artistas para comemorar o aniversário de 155 anos de Várzea Grande.

A noite com temperatura agradável e céu estrelado completou o palco, montado na praça Sarita Baracat (antiga praça Aquidaban), que reuniu artistas, poetas, crianças, jovens, adultos e famílias para assistir e aplaudir as apresentações.

De acordo com o superintendente de Cultura, Joilson Marcos da Silva, o Sarau foi aberto com a apresentação do Hino de Várzea Grande, executado pela Banda Municipal, sob a regência do maestro Ueliton Santos. Ainda na abertura do evento, a banda apresentou outras músicas que agradaram a plateia.

Em seguida, a apresentação foi da Orquestra de Violino dos alunos da Escola Estadual José Leite de Moraes, sob a regência do professor Odenil Seba, que evidenciou a técnica e o envolvimento dos estudantes que participam do projeto Educarte que teve início em 2002 e já atendeu mais de mil estudantes.

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O Sarau prosseguiu com a apresentação do artista Rodrigo Mendes, que fez um relato sobre seu avô, o ilustre várzea-grandense Pedro Gomes, que desenvolveu um instrumento musical denominado Violino de Fone. Após a demonstração da sonoridade do instrumento, o artista fez sua apresentação autoral.

A noite festiva contou ainda com a participação cultural e musical com as artistas Cleude Miranda, Lalaca e Verone. O Sarau seguiu noite adentro com as apresentações da Banda Municipal que brindaram o público com clássicos da MPB e diversos estilos musicais e ritmos regionais.

Para o superintendente Joilson Marcos, o Sarau da Cultura pode fazer parte do calendário cultural de Várzea Grande durante todo o ano. A iniciativa visa o resgate cultural e do resgate dos valores tradicionais que a gestão Kalil Baracat está promovendo. 

“A prefeitura de Várzea Grande vem desenvolvendo várias ações no sentido de resgatar as tradições e valorizar as manifestações artísticas e culturais de nossa gente. Estamos desde o início da gestão promovendo encontros culturais, feiras de artesanato, cursos de capacitação, conferências, roda de conversa, exposições temáticas e fomentando o trabalho de artistas locais. Com uma tradição cultural e folclórica tão rica, nosso desafio para divulgar todos esses valores e essas ações é muito grande”, destacou o prefeito, Kalil Baracat.

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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