VÁRZEA GRANDE
Novo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Várzea Grande inicia mandato com compromisso e sensibilidade
VÁRZEA GRANDE
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Várzea Grande (CMDM/VG) deu início ao seu mandato para o período de março de 2024 até dezembro de 2025 com a posse dos novos membros, em uma cerimônia simples, mas marcada pela determinação em promover a igualdade e os direitos das mulheres na sociedade.
A reunião ocorreu na tarde de quinta-feira, 04 de abril, e também deu posse à presidente, à vice-presidente e à secretária do Conselho, conselheiras Alexandrina Rodrigues Esquível, Renata Gonçales Rodrigues de Moraes e Sara Vitalino de Souza, respectivamente.
“A importância do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher é indiscutível. Estamos aqui para garantir que as vozes das mulheres sejam ouvidas, que seus direitos sejam respeitados e que a igualdade de gênero seja uma realidade em nossa cidade”, afirmou a presidente Alexandrina Rodrigues Esquível, destacando o compromisso do conselho em lutar por uma sociedade mais justa e inclusiva.
A vice-presidente Renata Gonçales Rodrigues de Moraes ressaltou a importância de trabalhar em conjunto com a comunidade e outras instituições para alcançar os objetivos do conselho. “Queremos promover ações que empoderem as mulheres, que ofereçam oportunidades de crescimento e que combatam todas as formas de violência e discriminação”, afirmou.
Sara Vitalino de Souza, secretária do conselho, enfatizou a sensibilidade necessária para lidar com questões que afetam diretamente as mulheres. “Estamos aqui para ouvir, acolher e agir. Nossa missão é fazer a diferença na vida das mulheres de Várzea Grande”, declarou.
Além dos trâmites legais, a primeira reunião do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Várzea Grande definiu uma importante ação para este mês de abril. Será realizada uma live dedicada às mães que possuem filhos autistas, em consonância com o “Abril Azul”, mês de conscientização sobre o autismo. Essa iniciativa visa oferecer suporte e informação a essas mães, promovendo a inclusão e a compreensão sobre as necessidades especiais de seus filhos. Além disso, foi estabelecida uma nova reunião extraordinária para o planejamento das demais ações do ano, demonstrando o compromisso do Conselho em agir de forma estratégica e eficaz em prol dos direitos e do bem-estar das mulheres em Várzea Grande.
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Várzea Grande inicia seu mandato com determinação, sensibilidade e um firme compromisso com a promoção da igualdade e dos direitos das mulheres, sendo um importante aliado na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva para todas.
Confira a baixo a nova composição do Conselho e as instituições que representam: Alexandrina Rodrigues Esquível (titular) e Ana Cristina Vieira e Silva (suplente), representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social; Inês Guimarães Rodrigues (titular) e Sirlei Salete Piasecki (suplente), representantes da Secretaria Municipal de Defesa Social – Guarda Municipal de Várzea Grande; Silvia Martins Rocha (titular) e Renata Monteiro da Silva Gallo (suplente), representantes da Procuradoria-Geral do Município de Várzea Grande; Sara Vitalino de Souza (titular) e Cláudia Aparecida dos Santos (suplente), representantes da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer; Caroline Aparecida de Carvalho (titular) e Maria Aparecida (suplente), representantes da Secretaria Municipal de Saúde; Rafaela Maximiano Alves Magalhães (titular) e Jane Cássia Duarte Ventura (suplente), representantes da Secretaria Municipal de Comunicação Social; Rosemary Souza Prado (titular) e Gisele Aparecida de Barros (suplente), representantes da Câmara Municipal; Paulette Rose da Costa e Silva (titular) e Maria Aparecida Mendes de Barros (suplente), representantes da Pastoral das Mulheres Marginalizadas; Valdirene Aparecida Boin de Lima (titular) e Ana Conceição Elias e Silva (suplente), representantes da Caritas; Renata Gonçales Rodrigues de Moraes (titular) e Tânia Regina de Matos (suplente), representantes da Liga de Reestruturação das Irmãs Ofendidas no seu Sentimento – LÍRIOS; Franciele de Azevedo Siqueira (titular) e Nilza Mendes Ozorio (suplente), representantes da Instituição OAB Várzea Grande; Divina Francisca de Paula (titular) e Odete Ferreira de Lima (suplente), representantes do Centro Popular Dorcelina Folador; Sara Santana de Campos (titular) e Laise Valeria Costa Martins (suplente), representantes da Ação Social Nova Aliança – ASNA.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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