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Prefeita Flávia Moretti apresenta obra da ETE ao senador Wellington Fagundes

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Após década de abandono, investimentos em saneamento básico avançam e prometem beneficiar 140 mil moradores

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu na tarde de hoje (24), o senador Wellington Fagundes (PL), para uma visita técnica às obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que estão em andamento no Município. A visita reforça a parceria entre o Executivo Municipal e a bancada federal para destravar obras essenciais que estavam paralisadas há anos e que agora caminham para a retomada definitiva.

Durante a visita, a prefeita destacou a importância da união de esforços entre os entes municipais e federais para garantir recursos e viabilizar projetos fundamentais para o desenvolvimento urbano e à saúde pública da população.

“A ETE é uma grande obra, um sonho antigo dos moradores de Várzea Grande. Estamos trabalhando mês a mês para destravar essa estrutura que ficou parada por décadas. Com a conclusão da primeira etapa, prevista para até dezembro, já conseguiremos oferecer tratamento parcial de esgoto, melhorando a qualidade de vida da população e impulsionando o desenvolvimento econômico”, afirmou Flávia Moretti.

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A gestora explicou que esteve recentemente em Brasília, acompanhada do secretário de Obras, Celso Pereira, para apresentar as demandas de saneamento básico do Município e buscar apoio junto aos parlamentares. “Nossa arrecadação não é suficiente para realizar obras desse porte sem apoio federal. Por isso, fomos mostrar a realidade de Várzea Grande e conseguimos avançar em pautas importantes”, completou.

Segundo Flávia, o andamento da obra da ETE também está alinhado ao processo de concessão do Departamento de Água e Esgoto (DAE), garantindo que os investimentos em infraestrutura sejam levados em conta na valorização do sistema.

O senador Wellington Fagundes ressaltou que acompanha o projeto desde o início e reforçou seu compromisso com a conclusão da obra. “Essa estação começou a ser planejada há mais de 15 anos, teve o contrato assinado, mas ficou abandonada por 13 anos. Agora, com o empenho da prefeita Flávia e de toda a equipe, conseguimos apresentar todas as certidões e destravar a obra. É uma conquista desta gestão para população”, declarou o senador.

O secretário municipal de Viação, Obras e Urbanismo, Celso Pereira, reforçou o empenho técnico da gestão para garantir que o cronograma da obra seja cumprido. “A ETE é uma das maiores intervenções de infraestrutura da história de Várzea Grande. Nossa equipe está acompanhando cada etapa de perto, com medições regulares e fiscalização técnica rigorosa. Essa obra não só amplia a cobertura de esgoto tratado, mas prepara a cidade para crescer com sustentabilidade”, afirmou o secretário.

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A ETE beneficiará diretamente cerca de 140 mil pessoas, garantindo acesso ao saneamento básico e melhorias na saúde pública. “Essa obra representa dignidade, qualidade de vida e desenvolvimento. E quero estar aqui no dia da inauguração, celebrando com a população esse sonho realizado”, completou Wellington Fagundes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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