VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande representa Mato Grosso nos Jogos Estudantis Brasileiros e Jogos da Juventude
VÁRZEA GRANDE
Município registra atuação histórica: Foram 82 medalhas de ouro, 13 de prata e 3 de bronze
As delegações desportivas convencionais e paradesportivas/paralímpicas de Várzea Grande, conquistaram medalhas e o direito de representar Mato Grosso no certame nacional. Nas últimas semanas, os Jogos Paralímpicos e Paradesportivos realizados de 30 de julho a 2 de agosto no Município, em Lucas do Rio Verde e em Sorriso, contabilizaram 102 medalhas conquistadas pela delegação de Várzea Grande.
Foram 82 medalhas de ouro, 13 de prata e 3 de bronze, o resultado representa uma atuação histórica da delegação do Centro de Referência de Várzea Grande, a equipe superou os resultados dos anos anteriores.
O resultado dos jogos das categorias individuais e coletivas dos jogos Estudantis/Escolares, credenciaram o Município a participar dos Jogos Estudantis Nacionais (JEB´s).
Em outubro, na cidade de Uberlândia (MG), os campeões estaduais de cada modalidade e gênero, na faixa etária de 12 a 14 anos, representarão Mato Grosso nos Jogos Escolares Brasileiros, que são organizados pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE).
Já os campeões estaduais com idade entre 15 e 17 anos, disputarão os Jogos da Juventude, promovidos pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), no mês de setembro, em Brasília (DF).
Nas categorias individuais e coletivas convencionais, o futsal categoria B, sagrou-se campeão da última etapa dos Jogos Estudantis Mato-grossenses. Na categoria A, a seleção várzea-grandense feminina de futsal estará na disputa do JEB´s.
No atletismo, Várzea Grande terá representantes no Salto em Distância e 400 metros rasos feminino, e também Pentatlo categoria B masculino.
VÁRZEA GRANDE + SEIS – A delegação da cidade de Várzea Grande e as equipes de Sinop, Sapezal, Cuiabá, Campo Verde, Sorriso e Primavera do Leste foram consagradas campeãs estaduais dos Jogos Escolares Mato-grossenses, na etapa disputada em Sorriso (distante a 404 quilômetros).
INVESTIMENTOS NO DESPORTO ESCOLAR – A Prefeitura e a Secretária de Educação Cultura Esporte e Lazer (SMECEL) entregaram neste primeiro semestre um micro-ônibus para o transporte de atletas várzea-grandenses, com 42 lugares, além de uniformes completos, para jogos, passeio e agasalho.
A atual gestão, por meio da Superintendência de Esporte e Lazer, também incentiva a prática esportiva entre crianças, adolescentes, como também outras atividades para adultos e terceira idade, como também paratletas, por meio do Programa VG Mais Esporte e Lazer, que está presente em mais de 30 bairros da cidade.
Para o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Igor Cunha, os resultados das equipes esportivas de Várzea Grande são o resultado de um trabalho sério, conjunto e contínuo de professores, técnicos e profissionais que dedicam suas vidas para transformar vidas. “A gestão Flávia/Tião quer e vai investir cada vez mais nos atletas de todas as modalidades esportivas do Município. O esporte é inclusivo, democrático, abre horizontes e dá oportunidade de uma vida melhor com mais saúde e cidadania” declarou.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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