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Em 10 meses de gestão, Várzea Grande soma mais de 2.500 ações de obras e manutenção urbana

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Serviços de tapa-buraco, patrolamento, limpeza de canais e bocas de lobo reforçam o trabalho preventivo antes do período chuvoso

A Prefeitura de Várzea Grande intensificou os serviços de infraestrutura e manutenção urbana nos últimos meses. Em apenas 10 meses de gestão, as equipes da Secretaria de Viação, Obras e Urbanismo já realizaram mais de 2.500 ações em toda a cidade, com foco na melhoria das vias e na prevenção de alagamentos.

Entre os destaques estão as operações tapa-buraco, com 900 intervenções e o uso de mais de 6 mil toneladas de massa asfáltica em 113 bairros e loteamentos. O trabalho tem garantido ruas mais seguras e melhor mobilidade para motoristas e pedestres.

Na limpeza de bocas de lobo, aproximadamente 450 caixas de captação foram desobstruídas em 60 bairros, evitando o acúmulo de água e reduzindo o risco de alagamentos.

Já o patrolamento e manutenção de vias não pavimentadas atendeu 550 ruas, totalizando mais de 600 quilômetros de estradas niveladas e compactadas em 80 bairros.

Outro serviço essencial foi a limpeza de canais e travessias, com 70 ações executadas em até 20 bairros entre eles Costa Verde, Cristo Rei e Jardim Glória garantindo o escoamento correto das águas das chuvas.

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A Prefeitura também investiu em acessibilidade, com a construção de 44 rampas em pontos estratégicos, como as avenidas Presidente Arthur Bernardes, 31 de Março e Rodovia Mário Andreazza, promovendo mais inclusão e segurança.

Além dos serviços diários, o setor já recebeu cerca de 3 mil solicitações da população, que são analisadas e atendidas conforme prioridade e necessidade de cada região.

“Nosso trabalho é contínuo e preventivo. O objetivo é manter Várzea Grande preparada para o período chuvoso e melhorar a qualidade de vida de todos os várzea-grandenses”, destacou o secretário de Viação e Obras.

Entre as obras estruturais em andamento, ou já entregues, estão pontes e travessias reconstruídas nos bairros Monte Castelo, Costa Verde, 23 de Setembro e Jardim Alá, além de pavimentação e drenagem em regiões como Capão do Pequi, Paiaguás e Parque Tecnológico.

DESTRAVADA – Um dos avanços mais importante da atual gestão é o trabalho para destravar a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Costa Verde/Santa Maria.

A Prefeitura de Várzea Grande apresentou ao Ministério das Cidades, em Brasília, o novo plano de ação que prevê a reestruturação do convênio federal e garante a continuidade e conclusão da obra, considerada estratégica para o futuro sustentável do município. A ETE foi lançada em 2013, mas teve obras paralisadas ao longo dos anos.

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A ETE integra um conjunto de investimentos estruturantes em saneamento básico e infraestrutura urbana, que devem melhorar significativamente as condições ambientais e de saúde pública da população várzea-grandense.

Com planejamento, ritmo acelerado e foco na prevenção, a Prefeitura de Várzea Grande segue avançando para entregar uma cidade mais segura, acessível e preparada para os próximos desafios.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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