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Secretário de Defesa Social conhece novas tecnologias de armas não letais em curso

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Armas não letais ajudam a promover o uso proporcional e razoável da força pelas Forças de Defesa e agentes da lei

Uma equipe de treinamento da empresa Condor – Tecnologias não Letais – ministrou um curso no município de Sinop, às Guardas Municipais, com atividades teóricas e práticas, com intuito de mostrar os produtos da empresa, seu emprego e seus efeitos. Com aulas teóricas e práticas, o secretário de Defesa Social de Várzea Grande, Cel Alessandro Ferreira da Silva, na companhia do Comandante Interino, Inspetor Alexander Gouveia Ortiz, puderam verificar in loco, soluções inovadoras em segurança pública.

“Foi apresentado o conceito “Não Letal”, como os agentes químicos (pimenta e lacrimogêneo), tecnologias em sprays disponíveis, tipos e formas do agente e conceitos teóricos e práticos de contaminação e descontaminação e o uso das TNL Condor. A troca de conhecimentos e experiências proporcionada por este evento contribuirá para a construção de um ambiente mais seguro e harmonioso para todos os cidadãos de Várzea Grande, quando empregado o uso destes equipamentos no combate à criminalidade em operações que garantem a Lei e a Ordem, disse o Cel. Alessandro Ferreira da Silva.

Explica o Cel. Alessandro que o evento que ocorreu no dia 19 deste mês, foi ministrado o curso em dois locais no município de Sinop, sendo a parte teórica na Sede Administrativa do Sindicato dos Servidores Públicos de Sinop e a parte prática na Associação dos Servidores Públicos de Sinop, Zona Rural, para maior segurança e agilidade no curso.

“A ação reforça nosso compromisso com a segurança pública de inovar e proporcionar a nossa corporação novas tecnologias em segurança, uma vez que existem métodos mais seguros tanto para a população quanto para corporação, por exemplo se tiverem que agir em grandes eventos, com aglomerado de pessoas que exigem dispersão de pessoal, ou contenção de grupos. Precisamos conhecer, experimentar e verificar os prós e contra na adoção de cada equipamento. Somos uma guarda armada, e precisamos acompanhar o que há de melhor na evolução tecnológica de armas, por exemplo não letais”, disse ele.

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“Sendo a empresa Condor, uma das maiores fabricantes de armas não letais do mundo, o intuito de aumentar o nível de conhecimento das tecnologias atualmente em uso e em desenvolvimento no país, nos motiva a aplicação de técnicas em futuras operações ou adoção desses equipamentos, cujo tema será tratado junto ao Executivo Municipal. Não tenho dúvidas que a utilização de armas e produtos não letais é fundamental para a redução de riscos em situações de confronto. Ao investir na capacitação e na atualização de seus equipamentos, e novas tecnologias além de estratégias, são alternativas salutares que vão ajudar a minimizar danos e preservar vidas. Com certeza é um marco na modernização e aprimoramento das capacidades operacionais na atualização desses equipamentos”, disse Cel. Alessandro, lembrando que a Guarda Municipal já possui alguns equipamentos não letais.

Informa ainda o Cel Alessandro, que a secretaria de Defesa Social, já possui o Planejamento Estratégico, para aquisição de mais equipamentos não letais, inclusive aprovado pelo Exército Brasileiro.

“Estes novos equipamentos poderão ser utilizados inclusive, pela equipe da Patrulha Maria da Penha, pelas rondas nas escolas, e em eventos de grandes públicos, além do dia-a- dia no patrulhamento das equipes. As armas não letais, incluindo munição de borracha de impacto controlado, granadas de fumaça, granadas de mão explosivas e de fumaça, pirotecnia, kits de operação tática, sprays, drones com agentes químicos irritantes e recursos de comando e controle, dispositivos elétricos incapacitantes e câmeras corporais com reconhecimento facial, são exemplos dessas novas tecnologias que estamos falando, que podem ser melhor utilizadas pelas equipes da Guarda Municipal, uma vez que em seu território, é a primeira força de segurança a chegar em um local de conflito e poderá já adotar medidas com estas armas e iniciar a contenção de uma situação dessa , até a chegada de mais Forças de Segurança. O que previne e salva vidas”, explicou o Cel. Alessandro.

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Acompanharam também o Secretário Municipal de Defesa Social, os Guardas Municipais, o Inspetor Amarildo Arruda – Coordenador de Ensino e Instrução que buscaram os novos conhecimentos sobre as armas não letais para levarem a todos os Guardas Municipais de Várzea Grande que deverão, nos próximos dias, renovar a habilitação para o uso das armas não letais, visando aplicar tais recursos e ferramentas nas atividades da corporação.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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