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“Várzea Grande é fundamental para saúde de Mato Grosso”, afirmam prefeitos do Vale do Rio Cuiabá

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Município tem sido estratégico no apoio à saúde pública de toda a Baixada Cuiabana com oferta de leitos, consultas, cirurgias de média e alta complexidade. A evolução do SUS várzea-grandense tem reconhecimento dentro e fora da cidade

O prefeito de Nobres e presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá (CISVARC), José Domingos Fraga (UB), e os prefeitos que fazem parte do Consórcio, destacaram e elogiaram o apoio, os atendimentos e a importância da participação de Várzea Grande para saúde pública do estado, principalmente, para os municípios da Baixada Cuiabana.

“Várzea Grande tem sido fundamental para os municípios, a prefeita Flávia Moretti tem liderado esse movimento com os demais prefeitos, independentemente do tamanho dessas cidades, para termos um consórcio eficaz e eficiente, com rapidez e agilidade, na compra de medicamentos, de insumos hospitalares, de serviços laboratoriais, de imagens, de cirurgias, dentre outros”, declarou o presidente do Consórcio.

E reforçou como o Município, que passou a integrar pela primeira vez o CISVARC, é estratégica: “Várzea Grande dá sustentação financeira, política e moral. Várzea Grande é a porta de entrada para vários municípios, inclusive o qual sou prefeito. Várzea Grande é a mãe acolhedora para os municípios que fazem parte do Consórcio. Vamos fazer uma comissão para irmos até o governador Mauro Mendes com um único pedido: que Várzea Grande seja a sede de um novo Hospital Regional”, afirmou o presidente do Consórcio.

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O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner (UB), destacou que o Consórcio entre as prefeituras compartilha responsabilidades, une esforços, reduz custos e, ao mesmo tempo, aumenta a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à população. “Várzea Grande, dentro do Consórcio, nos dá uma grande contribuição, principalmente, com os atendimentos dentro do pronto-socorro, que é de portas abertas”.

O prefeito de Poconé, Dr. Jonas (Podemos), parabenizou a Prefeitura de Várzea Grande por apoiar os membros do Consórcio. “Sabemos o quão difícil é organizar uma cidade, ainda mais do tamanho de Várzea Grande. A prefeita Flávia e a secretária Deisi Bocalon fazem um brilhante trabalho, sendo praticamente mães para a saúde da nossa Baixada Cuiabana”, disse.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), destacou que o Município continuará colaborando com os municípios do Vale do Rio Cuiabá. “Todo Consórcio está unido e reforço o compromisso do nosso município com a saúde pública do nosso estado, principalmente, com os nossos municípios vizinhos da Baixada: Jangada, Nobres, Chapada dos Guimarães, Poconé, entre outros. Várzea Grande é porta aberta e continuará sendo. Quanto mais apoio a gente recebe das esferas Estadual e Federal, mas a gente pode ofertar às cidades-irmãs”, disse a prefeita.

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A Secretária Municipal de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon, declara que a confiança da prefeita Flávia Moretti na equipe de saúde do Município faz a diferença. “Todas as pessoas estão sendo assistidas, nossa equipe é eficiente e tem a confiança da prefeita. Nossa unidade de saúde é e continuará sendo de porta aberta e os municípios do Consórcio podem contar conosco, pois queremos ajudar nossos irmãos de outros municípios”, afirmou a secretária.

O presidente da Comissão de Saúde do Tribunal de Contas, o conselheiro Guilherme Maluf, destacou que o consórcio é importante para a realização de compras coletivas. “Entendemos que o Consórcio é o modelo exato para compras coletivas, principalmente para garantir economia de recursos públicos. O Tribunal de Contas está sempre de portas abertas para orientar, analisar e discutir melhorias com Consórcios e prefeituras, pois todos querem o bem comum da sociedade”, pontuou.

GANHANDO MAIS FORÇA – na última sexta-feira (5), o CISVARG passou a ser composto por 13 municípios, com a adesão de Santo Antônio de Leverger. Agora, integram o Consórcio: Acorizal, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Rosário Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Planalto da Serra, Nobres, Barão de Melgaço, Jangada, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger e Nova Brasilândia.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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