VÁRZEA GRANDE
Centro Comunitário do Asa Bela é reformado e prefeito anuncia novo parque infantil
VÁRZEA GRANDE
Uma reforma, transformou o Centro Comunitário do bairro Asa Bela em um espaço moderno e funcional. Com uma área construída de 330m², o prédio agora conta com piso de granilite, telhado completamente substituído, banheiros renovados com novas louças, divisórias e torneiras, janelas e grades trocadas, além de nova instalação elétrica e hidráulica. A pintura, jardinagem e iluminação externa também receberam atenção especial, somando um investimento de R$ 95 mil em recursos próprios.
Unidades como Centros Comunitários são importantes em uma cidade como Várzea Grande que apesar de ser a segunda maior de Mato Grosso e estar entre as 100 maiores do Brasil, ainda mantém serviços essenciais e de atendimento público, próximos as moradias facilitando na distância com a região central.
A inauguração, que integra a programação de aniversário de 157 anos de Várzea Grande, reuniu moradores, autoridades e representantes comunitários, foi marcada por um clima de celebração e renovação para a comunidade local. Durante a cerimônia, o prefeito Kalil Baracat anunciou a instalação de um parque infantil no local, atendendo à necessidade de lazer das crianças da região, lembrando que ao lado do Centro Comunitário tem a Praça Luiz Fernando de Moraes Campos “O Cê Que Sabe”, utilizada pela comunidade para várias atividades.
“Estamos entregando obras em todas as áreas, na assistência social não é diferente. Este Centro Comunitário vai atender a comunidade local e da região, oferecendo um espaço para eventos, cursos e atividades diversas. E, vamos instalar neste local também um parque infantil para as crianças. Estamos celebrando os 157 anos de Várzea Grande, presenteando a população com resultados concretos e com a melhoria na qualidade de vida”, destacou o prefeito.
Kalil Baracat destacou a importância do Centro Comunitário para a região do Grande Santa Isabel, que compreende os bairros Asa Bela, Asa Branca, Renato Santos, Alice Gonçalves e Ataíde Ferreira, totalizando mais de 3 mil famílias. E, explicou que a gestão do Centro Comunitário será compartilhada entre a Associação de Moradores e a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Assistência Social.
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, ressaltou a importância do espaço para a população local. “Este Centro Comunitário é propício para reuniões de grupos de crianças, idosos, e cursos para mulheres. É um local onde serviços de convivência e fortalecimento de vínculos podem acontecer, fortalecendo valores como cidadania e respeito. Hoje, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, e queremos que Várzea Grande seja uma cidade mais segura para a infância”, reforçou.
Pedro Paulo Tolares, presidente da Câmara de Vereadores, expressou sua satisfação com a inauguração: “Estamos felizes por ver a alegria da comunidade. Este espaço resgatará o convívio social, proporcionando eventos como bailes da terceira idade e cursos profissionalizantes. A parceria entre os poderes Executivo, Legislativo e a presidência do bairro está dando certo”.
Kalil Baracat lembrou que frequenta o bairro desde criança junto com o pai, Nico Baracat que jogava bola com os amigos no local. “Tenho muito carinho e amigos aqui neste bairro, meu pai também tinha, vinha jogar futebol aqui. Por isso fico feliz em entregar hoje, a reforma do Centro Comunitário do Asa Bela que é mais uma demonstração do compromisso da administração municipal com a melhoria da qualidade de vida dos moradores de Várzea Grande, mostrando que investimentos em infraestrutura, educação, saúde e assistência social são essenciais para o desenvolvimento e bem-estar da população”, declarou.
A moradora Elizângela Cristina Pereira da Silva, residente no bairro há três anos, compareceu à inauguração e afirmou que a população gostou do presente. “Já participei de festa junina aqui no Centro Comunitário e estou impressionada com as melhorias. O novo piso ficou lindo e os banheiros estão maravilhosos. Este espaço será muito bem utilizado por nós, especialmente para festas e encontros da comunidade”.
Teodoro Cuiabano, morador do Asa Bela há 34 anos, expressou sua satisfação com a reforma do Centro Comunitário. “Este espaço significa muito para nossa comunidade. Aqui podemos realizar cursos, palestras, danças culturais e muitas atividades para as famílias. A reforma ficou excelente e agradecemos à prefeitura por este presente magnífico”.
Ronny Carlos Martins Soares, presidente da Associação de Moradores do Asa Bela, afirmou: “Este centro comunitário é um patrimônio da nossa comunidade, sendo um dos mais bonitos e maiores de Várzea Grande. A reforma era necessária e fomos prontamente atendidos pelo prefeito e pela Secretaria de Obras. Este espaço é excelente, beneficia centenas de famílias do Asa Bela. Poderemos utilizá-lo para uma variedade de eventos, incluindo festas de casamento e outras celebrações”.
Antes de encerrar o prefeito Kalil Baracat pediu que a população zelasse pela manutenção não apenas daquele próprio público, mas de todos os demais, lembrando que os recursos ali aportados vêm do pagamento de impostos da própria população. “Um bem público é uma extensão de suas casas, de suas vidas, por isso cuidem, não deixem que as pessoas com ações impensadas utilizem estes espaços para outras coisas que não o bem de todos”, disse Kalil Baracat.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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