VÁRZEA GRANDE
Defesa Civil orienta população sobre cuidados importantes para o período de chuvas e queda de árvores
VÁRZEA GRANDE
Moradores devem observar seus quintais e a saúde de suas plantas e árvores
Com a estiagem prolongada, a previsão de chuvas, com ventos fortes e tempestades, é comum em Mato Grosso. A Defesa Civil de Várzea Grande faz um alerta à população várzea-grandense para se preparar para a chegada de chuvas.
É comum o registro de queda de árvores e muitos galhos no município, dada a sua extensão de áreas verdes. Para evitar acidentes, a Defesa Civil alerta sobre o perigo de permanecer perto ou embaixo de árvores, devido aos riscos de queda de galhos, ou da própria árvore, além de raios. A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil alerta a população sobre alguns cuidados importantes que podem ajudar a minimizar riscos e a evitar prejuízos materiais e a vida.
Como explica a Coordenadora da Defesa Civil de Várzea Grande, Cristiane Lima Prado, os moradores devem iniciar algumas ações dentro de suas casas para evitar quedas de árvores e galhos dentro dos seus quintais e também prevenir com a limpeza das calhas e telhados, a fim de evitar que a água entre nas casas quando chover e ainda limpar os ralos e caixas de escoamento da água da chuva nos quintais.
“Porque do alerta antecipado. É que as ações da prefeitura visam cuidar da cidade, na área que a compete, não podendo adentrar nas casas. Cada morador é responsável pelas árvores do seu quintal, e suas plantas. Então é prudente fazer podas e verificar a saúde de suas plantações. É comum aqui na cidade, a existência de árvores de mangueiras centenárias dentro de quintais, porém o morador deve ficar atento para os riscos. Se o vento for forte, poderá além de arrancar a árvore se não for bem cuidada ou podada, causar riscos tanto para o morador, quanto para o seu vizinho, levando a prejuízos materiais ou danos a vida”, alertou Cristiane Prado.
A população tem um papel fundamental na prevenção de alagamentos, e ou acidentes por queda de árvores, disse ainda Christiane Prado, informando que a Prefeitura de Várzea Grande presta serviços de destinação correta dos resíduos. “Existem equipes da Secretaria de Serviços Públicos que fazem os serviços de varrição e poda de árvores, em locais públicos, vias e avenidas da cidade, além de retirada de bolsões de lixo. “O descarte inadequado de materiais como terra, lixo e móveis contribui para o risco de alagamentos. É bom se certificar que cada morador é responsável pela limpeza dentro da sua casa como também as podas das árvores. A Defesa Civil não faz poda de árvores. É comum receber reclamações de pessoas, pedindo poda de árvores. Mas a responsabilidade dentro das casas é do morador”, explicou ela.
“A Prefeitura oferta uma série de serviços. Portanto fazer escavações, obras nas casas sem autorização, ou perfuração de fossas nos quintais não é prudente, e principalmente não jogar lixo e entulhos nas ruas, pois isso acaba obstruindo bueiros e facilitando os alagamentos”, alertou a Coordenadora da Defesa Civil Cristiane Prado.
Outro alerta é que motoristas devem evitar estacionar embaixo de árvores, pois com o solo encharcado raízes que, porventura, estiverem podres podem favorecer o tombamento com o peso da umidade na planta, além do risco de queda de galhos com a força dos ventos. “É importante observar a árvore antes de estacionar, se há galhos se soltando ou solo rachado na base do tronco. Com a chuva as árvores ficam mais pesadas devido ao acúmulo de umidade nos galhos e folhas, às vezes triplicando o peso normal”, apontou.
As pessoas também não devem ficar embaixo de árvores e da rede elétrica, nem junto a muros e placas, nem deixar crianças brincarem nas enxurradas, pois elas podem ser carregadas de repente por uma ‘cabeça de água’, além do risco de haver buracos e objetos cortantes descendo com a água. Não se deve, também, ir pescar em rios ou riachos ou tomar banho em cachoeiras, neste período, pois é grande o risco de uma ‘cabeça d’água’, que acontece muito rápido.
Segundo o secretário Municipal de Defesa Social, Cel. Alessandro Ferreira da Silva, a Defesa Civil Municipal atua em um conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais, reabilitadoras e reconstrutivas, destinadas a ajudar pessoas, durante e depois de desastres por meio de ações distintas e inter-relacionadas como na prevenção, na mitigação e resposta, ou seja, para minimizar seus impactos para a população e a restabelecer a normalidade social.
“O objetivo principal é o de reduzir os riscos e os danos sofridos pela população em caso de desastres. Atua na Gestão de Riscos e Desastres, isso quer dizer também que providencia documentos e meios para a recuperação rápida e mais segura das estruturas afetadas pelos desastres. Identificação dos riscos existentes e das comunidades. Já nas ações de prevenção compreendem medidas referentes ao planejamento da ocupação do espaço geográfico da cidade, principalmente as relacionadas com intervenções em áreas de risco, o que é proibido por Lei estas ocupações. Este alerta, sobre a estiagem prolongada é importante que cada cidadão cuide das suas casas e quintais, pois quando vem as chuvas, após esta estiagem geralmente vem com tempestades”, disse o secretário Cel. Alessandro.
Caso o cidadão presencie uma emergência em decorrência das chuvas, como quedas de árvores, grandes alagamentos, destelhamento de casas, deve acionar os contatos de atendimento e socorro à população. Porém as ações emergenciais são deflagradas priorizando a segurança e o bem-estar dos cidadãos. As primeiras medidas são tomadas pela Defesa Civil. A população pode entrar em contato pelo telefone da Defesa Civil do município de Várzea Grande – 98475-7112”, explicou a coordenadora, Cristiane Prado.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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