VÁRZEA GRANDE
Flávia Moretti reforça compromisso com saneamento e investimentos em Várzea Grande: “Estamos trabalhando”
VÁRZEA GRANDE
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, reafirmou o compromisso de sua gestão com a resolução dos problemas de abastecimento de água e saneamento básico no município. Segundo ela, o trabalho em andamento é de longo prazo e exige altos investimentos, mas que corre contra o tempo em prol do bem estar dos munícipes.
Em entrevista, a prefeita revelou uma série de projetos já em execução dentro do Departamento de Água e Esgoto (DAE), antes mesmo da concessão privada, que deve ser a saída para cessar a demanda.
Para isso, a Prefeitura contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que realiza um diagnóstico completo do sistema e está elaborando o Plano Municipal de Saneamento. A Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Mato Grosso (Ager-MT) também já atua dentro do Departamento de Água e Esgoto (DAE), algo inédito na história do órgão.
“Eu prometi resolver o problema de Várzea Grande, ainda prometo e vou resolver. Não fujo da raia. O problema é que Cuiabá teve 15 anos de concessão privada. Aqui, o sistema é como um grande quebra-cabeça: precisamos ligar as redes, impulsionar com bombas de captação e estruturar o abastecimento por etapas”, explicou a prefeita.
Flávia destacou que já buscou junto ao Governo do Estado um convênio de R$ 7 milhões para aquisição de bombas adutoras, além de firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de R$ 2 milhões para melhorias imediatas. “Estamos cadastrando todas as unidades consumidoras. Hoje, só 40% possuem hidrômetros — ainda restam 60% a serem instalados”, detalhou.
Atualmente, o DAE trabalha em três frentes principais:
• Melhoria no atendimento ao público, incluindo a abertura de um posto no Ganha Tempo;
• Atuação de cooperativas para reparo de vazamentos e manutenção emergencial;
• Reestruturação da rede, com investimentos em novos reservatórios e recuperação de poços artesianos.
“Captamos, tratamos e enviamos a água, mas faltavam reservatórios. Já licitamos cinco novas unidades e as obras começarão em breve. Também estamos revisando, limpando e reativando todos os poços artesianos. É uma força-tarefa de várias frentes, trabalhamos 24 horas por dia”, afirmou Flávia.
A prefeita reconhece os desafios de administrar o segundo maior município de Mato Grosso, que sofre com limitações orçamentárias e alta demanda. “Várzea Grande tem urgências em várias áreas. Tenho pautas importantes e delicadas, mas sigo focada na gestão pública. Estamos exigindo comunicação imediata entre as empresas terceirizadas, a Secretaria de Obras e o DAE, para que qualquer intervenção seja rapidamente reparada”, destacou.
Flávia também ressaltou o esforço contínuo na captação de recursos: “Peço dinheiro para todo mundo, busco todas as emendas possíveis. Dinheiro não tem carimbo — é do povo, e Várzea Grande precisa. Já recebemos cerca de R$ 3 milhões em emendas federais, além dos R$ 83 milhões conquistados no ano passado.”
No campo da educação, a prefeita informou que todas as creches com entraves jurídicos estão sendo destravadas. “Algumas já estão em obras, outras ainda passam por ajustes técnicos e legais. Mas todas serão retomadas. Nosso compromisso é com o avanço e o bem-estar da população várzea-grandense”, concluiu Flávia Moretti.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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