VÁRZEA GRANDE
Assistência Social realiza encontro de grupos da terceira idade do Centro Vovô Zeid
VÁRZEA GRANDE
O evento teve por objetivo compartilhar com as duas turmas um dia festivo, com atividades recreativas, e também para alinhar novos projetos, que serão desenvolvidos no decorrer do ano.
A secretaria de Assistência Social, realizou nesta quarta-feira (05) – no Centro de Convivência Vovô Zeid – um encontro com os grupos da terceira idade, do período matutino e vespertino. O evento teve por objetivo compartilhar com as duas turmas um dia festivo, com atividades recreativas, e também para alinhar novos projetos, que serão desenvolvidos no decorrer do ano.
A titular da pasta, Ana Cristina Vieira, explica que as turmas realizam atividades em horários diferentes e, na maioria das vezes, não se encontram durante a semana, daí resolvemos juntar os grupos e fazer esse encontro festivo, com muita animação e música para alegrar o ambiente. “Hoje eles puderam reencontrar os amigos e colocar a conversa em dia. Aqui no Vovô Zeid é sempre assim com muita alegria, aprendizado e muita troca de experiência”.
Ana Cristina disse ainda que o centro de convivência valoriza os vínculos familiares e comunitários e a equipe toda recebe e acolhe cada idoso com muito carinho e respeito. Assim nós passamos o ano todo promovendo alegria, atividades e fazendo de Várzea Grande uma cidade muito especial para a melhor idade”, assegurou.
A coordenadora da Proteção Especial Básica, Bernadete Miranda, disse que assim como o Centro de Convivência Vovô Zeid, que atua com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, os Centros de Referência em Assistência Social – CRAS, dos bairros Cristo Rei, Santa Maria, Jardim Glória e São Mateus, também trabalham com esse grupo especial.
“O nosso intuito é melhorar o desenvolvimento das ações de integração social e das atividades físicas que é desenvolvida aqui no Centro, bem como nos outros polos. Estamos buscando adotar novas metodologias que possibilitem a promoção de igualdade entre todos os grupos, e esse encontro de hoje demonstra esse avanço”, destacou.
A coordenadora lembrou ainda que as todas as unidades desenvolvem rotineiramente ações com profissionais qualificados que vem ofertando atividades, por meio da Política Nacional da Assistência Social, para todos os grupos, em especial aos de idosos, com atividades lúdicas, físicas, de lazer e cultural, resultando no melhoria da qualidade de vida dessa população.
A senhora Claudina Zanard Rossetto, usuária do serviço do Centro de Convivência Vovô Zeid, disse que ama o local e que faz questão de participar de todas as atividades ofertadas. “Através de minha participação fiz muitas amizades e aprendi muitas coisas e quero continuar aprendendo. Aqui pude ver que a idade não é empecilho para podermos aprender sempre mais coisas novas. Aqui somos uma grande família”, comentou.
Valter Delanezi disse que desde o ano passado integra o centro de convivência, e que o local é especial. “Aqui temos várias atividades, hidroginástica e pilates que nos ajuda muito, além das oficinas e jogos de memorização. Neste centro a gente encontra amigos da sua idade, o que é muito bom, e a alegria que cada um traz consigo. Aqui a tristeza não tem vez. A minha vida depois que entrei no vovô Zeid é outra e eu sou muito feliz aqui”, comemorou.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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