VÁRZEA GRANDE
Zé Gotinha, música e dança marcam lançamento do Plano de Vacinação em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Objetivo da ação é transformar os ‘pequenos’ em multiplicadores dessa mensagem dentro de casa, ajudando pais e familiares a se conscientizarem sobre a importância da imunização
A manhã desta terça-feira (18) foi recheada de cor, alegria e conscientização na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Alino Ferreira de Magalhães’, no bairro Maringá, em Várzea Grande. A Prefeitura de Várzea Grande juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde lançou o Plano de Integração das Ações de Vacinação nas Escolas, com direito às apresentações culturais, participação especial do Zé Gotinha e uma grande lição: vacina é proteção, amor e cuidado desde a infância.
O plano é uma parceria entre as Secretarias Municipais de Saúde e Educação, Cultura, Esporte e Lazer, e tem como objetivo despertar nas crianças, e em toda a comunidade escolar, a importância de manter a caderneta de vacinação em dia. A ideia é que os ‘pequenos’ se tornem multiplicadores dessa mensagem dentro de casa, ajudando pais e familiares a se conscientizarem também.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), também participou do evento e saiu emocionada com o carinho das crianças e o envolvimento da escola. “Fiquei encantada! Elas sabem da importância da vacina, sabem que é um gesto de amor. E quando a criança entende isso, ela leva essa mensagem para casa”, disse a gestora, que também aproveitou para convidar os pais e responsáveis a atualizarem o cartão de vacinação dos filhos nas unidades de saúde mais próxima de sua casa.
Os alunos deram um verdadeiro show. O grupo Doce Encanto emocionou com músicas tocadas na flauta, e o projeto de balé da escola encantou com apresentações cheias de graça e leveza.
DESCONTRAÇÃO – Mas quem roubou a cena foi ele, o simpático e carismático Zé Gotinha. O personagem, que é ícone das campanhas de imunização do Ministério da Saúde desde a luta contra a paralisia infantil, continua sendo um aliado importante na missão de proteger os pequenos e com o seu jeitinho divertido, ele conquistou a criançada e reforçou o recado de forma lúdica e afetuosa que a vacina é importante.
A secretária de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que levar esse tema para dentro das escolas é uma estratégia fundamental. “Essas crianças precisam ser imunizadas logo nos primeiros anos de vida. E elas também nos ajudam a espalhar essa mensagem em casa, com os pais e com os avós”, destacou a secretária lembrando que a gripe, se não tratada pode complicar e levar a morte.
Aliar saúde à educação contribui com as políticas públicas do Município. O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Cleiton Marino Santana, reforçou que saúde e educação devem caminhar juntas. “Cuidar das nossas crianças é garantir que elas cresçam saudáveis, frequentem as aulas e estejam preparadas para o futuro. A vacinação é parte disso”, pontuou.
Para a gerente da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Carreira, a ação também fortalece o protagonismo das crianças. “Eles são verdadeiros heróis quando se vacinam, criam anticorpos, enfrentam os vírus e ainda ajudam a proteger os outros”, explicou.
NAS UNIDADES DE SAÚDE – A campanha segue voltada aos grupos prioritários, como crianças de 3 meses a 5 anos e 11 meses, idosos, gestantes, puérperas e profissionais da saúde e educação. A partir de 1º de julho, a vacinação será aberta para toda a população.
Com essa integração entre saúde e educação, Várzea Grande reforça o compromisso com o bem-estar das famílias, apostando no afeto, na informação e no poder transformador das crianças.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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