VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande reforça protagonismo no turismo com inauguração do novo CAT
VÁRZEA GRANDE
O Centro de Atendimento ao Turista funcionará todos os dias, das 8h às 20h, oferecendo informações atualizadas sobre atrativos turísticos, hospedagem, gastronomia, transporte, eventos e roteiros de toda a região metropolitana
A cidade de Várzea Grande, porta de entrada do Estado de Mato Grosso, ganha ainda mais destaque no turismo regional com a inauguração do novo Centro de Atendimento ao Turista (CAT), localizado no Aeroporto Internacional Marechal Rondon. A cerimônia será realizada nesta quinta-feira (23), às 17h, em parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e as prefeituras de Várzea Grande e Cuiabá.
Segundo informações da Sedec-MT o investimento é de R$ 98.888,11, para implantação do CAT pela Sedec-MT e será administrado de forma compartilhada pelos municípios, responsáveis pelas equipes técnica e de atendimento direto aos visitantes. O espaço funcionará todos os dias, das 8h às 20h, oferecendo informações atualizadas sobre atrativos turísticos, hospedagem, gastronomia, transporte, eventos e roteiros de toda a região metropolitana.
A prefeita Flávia Moretti (PL) enfatizou o papel de Várzea Grande no turismo mato-grossense. “Várzea Grande é a porta de entrada do nosso estado, e o CAT será fundamental para acolher bem quem chega a Mato Grosso. Vamos disponibilizar atendentes bilíngues e divulgar nossos principais pontos turísticos, além do nosso forte trade de bares, hotéis e restaurantes, valorizando tudo o que a cidade tem a oferecer”.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande, Mário Quidá Neto, destacou o impacto positivo do novo espaço para o fortalecimento da economia local. “Mais do que um ponto informativo, o CAT funcionará como elo entre o poder público e o trade turístico, incentivando o uso de serviços formais e profissionais, como guias credenciados e agências locais. Além disso, o espaço servirá para coletar dados sobre o perfil dos visitantes, auxiliando na criação de políticas públicas voltadas à promoção e fortalecimento do turismo”, disse.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o novo ponto de atendimento é estratégico para o turismo estadual. “O Aeroporto Marechal Rondon é o primeiro contato de muitos visitantes com Mato Grosso. Ter um atendimento qualificado logo na chegada transmite acolhimento, organização e profissionalismo, reforçando a imagem do estado como um destino que se preocupa em bem receber e promover seus atrativos”, ressaltou César Miranda.
O novo espaço é resultado da parceria entre o governo do Estado, a concessionária do aeroporto e as prefeituras de Várzea Grande e Cuiabá, reforçando o compromisso conjunto com a qualificação do atendimento e o fortalecimento do turismo mato-grossense.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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