VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande amplia atendimentos pelo Consórcio de Saúde
VÁRZEA GRANDE
A secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon, esteve em visita técnica junto com o secretário executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (CISVARC), Neurilan Fraga, às dependências da Clínica Vida Diagnóstico. A visita faz parte das ações da Prefeitura do município, para ampliar a rede de atendimento especializado à população, por meio de parcerias estratégicas viabilizadas pelo consórcio.
O objetivo do encontro foi formalizar o convite para que a Clínica Vida Diagnóstica passe a integrar a rede de prestadores do CISVARC. Durante toda a manhã, Deisi e Neurilan foram acompanhados pela gestora da clínica, Dra. Natasha Slhessarenko, e percorreram todos os setores e dependências da clínica conhecendo os serviços de ponta ofertados pela unidade. A clínica, que já realiza exames de medicina nuclear via município, agora poderá ofertar uma gama ainda maior de atendimentos, com agilidade diretamente pelo consórcio.
“Essa é uma parceria que vai fortalecer a rede municipal de saúde. Já temos garantidos mais de R$ 3 milhões disponíveis para aplicação imediata, e com a adesão da Clínica Vida ao consórcio, poderemos ampliar ainda mais o leque de serviços ofertados pelo SUS, com mais qualidade e acesso para a população. Várzea Grande segue avançando, investindo de forma transparente e responsável, sempre com foco no cidadão”, destacou a secretária Deisi.
Com uma estrutura moderna e equipada para atender especialidades como ortopedia, radiologia, oftalmologia, cardiologia, exames laboratoriais e de imagem, com equipamentos de última geração, a adesão da clínica será fundamental para reduzir as filas de espera e agilizar os atendimentos, conforme destacou o secretário executivo do consórcio.
“Viemos conhecer de perto a estrutura da clínica e ficamos muito satisfeitos com a qualidade do serviço oferecido. Nossa expectativa é de que, em até uma semana, a unidade já esteja integrada ao CISVARC, atendendo a população de Várzea Grande e também dos demais municípios da região”, pontuou Neurilan Fraga.
O fortalecimento dessa parceria acontece em um momento estratégico: o Consórcio Intermunicipal de Saúde firmou recentemente convênio com o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que garantiu R$ 30,5 milhões para os 12 municípios que compõem o Vale do Rio Cuiabá. Desse montante, R$ 20 milhões são destinados exclusivamente à população de Várzea Grande, com foco em consultas, exames e cirurgias de média e alta complexidade.
“A população precisa sentir o reflexo direto desse investimento: atendimento rápido, eficiente e com qualidade. Os recursos já estão disponíveis e vão se transformar em saúde real para quem mais precisa”, reforçou o secretário do consórcio.
Doutora Natasha Slhessarenko, comemorou a nova fase da parceria. “Aproximadamente 80% dos nossos atendimentos já são destinados a pacientes do SUS. Essa união com o consórcio é mais uma forma de potencializar nossa missão, que é oferecer medicina de qualidade e acessível para todos, com dignidade, humanização e eficiência”, afirmou.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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