VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande promove debate sobre igualdade salarial entre homens e mulheres nesta segunda-feira (8)
VÁRZEA GRANDE
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande recebe, nesta segunda-feira (8), o evento “Open Talk – Trabalho Igual, Salário Igual”, iniciativa promovida pela BPW Várzea Grande (Business Professional Women) com apoio da Prefeitura Municipal. O encontro será realizado das 10h15 às 12h, no auditório da secretaria, localizado no piso 1 do Várzea Grande Shopping.
A proposta é ampliar o diálogo sobre a equidade salarial entre mulheres e homens, reunindo lideranças femininas, representantes do poder público, profissionais de diversas áreas e integrantes da sociedade civil para discutir desafios, avanços e oportunidades relacionados à valorização do trabalho e à igualdade de remuneração.
A participação é gratuita, porém as vagas são limitadas a 30 participantes devido à capacidade do espaço. Por isso, os interessados devem realizar inscrição prévia para garantir presença no evento pelo link
(https://www.sympla.com.br/evento/salario-igual-trabalho-igual-open-talk/3453336?share_id=copiarlink)
A programação contará com a participação especial da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, que fará a abertura oficial do encontro.
A mesa de discussão também reunirá secretárias municipais, especialistas, profissionais da comunicação, representantes do setor empresarial e lideranças femininas.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, que atuará como interlocutora do debate, destaca que o formato “Open Talk” foi escolhido justamente para incentivar a troca de experiências e a construção coletiva de soluções.
“Mais do que uma palestra ou um seminário tradicional, o Open Talk é um espaço de conversa, escuta e participação. Queremos reunir diferentes perspectivas sobre um tema que impacta diretamente a vida das mulheres e o desenvolvimento econômico da sociedade. É uma oportunidade para refletirmos sobre os avanços conquistados, os desafios que ainda existem e, principalmente, sobre como podemos construir ambientes de trabalho cada vez mais justos e inclusivos”, afirmou a secretária.
Segundo Fabyane, a iniciativa também reforça o compromisso da gestão municipal com políticas voltadas à valorização profissional e ao fortalecimento da participação feminina nos espaços de liderança.
“O desenvolvimento econômico passa necessariamente pela inclusão e pela igualdade de oportunidades. Quando promovemos debates como este, estamos contribuindo para ampliar a conscientização e fortalecer ações que valorizem a competência, o talento e os resultados, independentemente do gênero”, acrescentou.
Durante o encontro, as participantes terão a oportunidade de compartilhar experiências e contribuir com reflexões sobre a importância da equidade salarial, tema que tem ganhado destaque nacional e internacional nos últimos anos.
A realização é da BPW Várzea Grande, entidade que atua no fortalecimento do empreendedorismo e da liderança feminina, promovendo ações voltadas à transformação social e econômica por meio do protagonismo das mulheres.
SERVIÇO:
Evento: Open Talk – Trabalho Igual, Salário Igual?Data: Segunda-feira, 8 de junho de 2026?Horário: Das 10h15 às 12h?Local: Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo – Piso 1 do Várzea Grande Shopping?Endereço: Avenida Presidente Artur Bernardes, nº 43?Participação: Gratuita, mediante inscrição prévia?Vagas: Limitadas a 30 participantes
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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