VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande inicia instalação de câmeras para reforçar segurança nas unidades do DAE
VÁRZEA GRANDE
Além dessas unidades, cinco Estações de Tratamento de Água (ETAs) e duas Centrais de Captação serão contempladas com o sistema de segurança, sendo que parte dos equipamentos já está em trânsito de São Paulo para Várzea Grande
A prefeitura de Várzea Grande está implementando um amplo sistema de monitoramento para reforçar a segurança das Estações de Tratamento de Água (ETAs) e Centrais de Captação do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG). A iniciativa busca evitar e coibir furtos, atos de vandalismo e sabotagens, que têm comprometido o abastecimento de água na cidade.
“Temos de garantir o monitoramento constante dos nossos sistemas de captação e distribuição. Com a instalação das câmeras, poderemos evitar furtos de cabos, invasões e sabotagens, garantindo mais segurança para as nossas equipes e para o fornecimento de água”, destacou o diretor-presidente do DAE, Sandro Azambuja.
A instalação das câmeras de segurança está sendo conduzida pela Secretaria de Viação, Obras e Urbanismo, que tem uma equipe dedicada exclusivamente a essa missão. O processo teve início na quarta-feira (19), na Central de Captação da Guarita, mas devido às fortes chuvas, a instalação precisou ser adiada. Já na quinta-feira (20), os trabalhos foram retomados e a primeira câmera entrou em fase de configuração, permitindo monitoramento em tempo real, tanto pelo DAE quanto pela Guarda Municipal de Várzea Grande (GM-VG).
Na próxima terça-feira (25), a Central de Captação do Chapéu do Sol também receberá um sistema de vigilância. Importante ressaltar que, após a instalação, as câmeras precisam passar por um processo técnico de configuração para garantir o funcionamento contínuo 24 horas por dia.
Além dessas unidades, cinco Estações de Tratamento de Água (ETAs) e duas Centrais de Captação serão contempladas com o sistema de segurança, sendo que parte dos equipamentos já está em trânsito de São Paulo para Várzea Grande. Dessa forma, a prefeitura irá avançar com as instalações de maneira gradativa, à medida que os novos dispositivos chegarem ao município.
Parceria com o programa Vigia Mais MT e ampliação do monitoramento
Além da instalação inicial das câmeras, a prefeitura e o DAE estão trabalhando na adesão ao programa Vigia Mais MT, da secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). A iniciativa permitirá que Várzea Grande conte com um sistema de vigilância ainda mais robusto, incluindo tecnologia avançada de monitoramento, com gravação noturna, identificação facial e alcance de até 60 metros.
De acordo com o diretor-presidente do DAE, coronel Sandro Azambuja, a adesão ao programa faz parte das medidas emergenciais que vêm sendo adotadas após o decreto de Calamidade Pública. A intenção é adquirir 100 câmeras de segurança, que serão distribuídas nos principais pontos estratégicos do abastecimento de água na cidade.
Segundo o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Fernando Augustinho, a tecnologia disponível no Vigia Mais MT será um grande reforço para Várzea Grande. “Além da prevenção a crimes, essas câmeras permitirão um acompanhamento em tempo real, ajudando a equipe do DAE a reagir rapidamente a qualquer problema técnico ou suspeita de sabotagem. Essa parceria fortalece a segurança e a eficiência no abastecimento de água”, afirmou.
CASO DE POLÍCIA – Na semana passada, a prefeita Flávia Moretti (PL), oficializou, durante reunião com o governador Mauro Mendes (União), os casos de furtos, vandalismos e sabotagens ao sistema de abastecimento da água na cidade. Imediatamente, o Chefe do Executivo estadual cobrou prioridade nas investigações que apuram esses crimes. Na ocasião, ele entrou em contato com o secretário de Segurança, César Roveri, e com a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, para que a investigação seja conduzida da forma mais célere possível.
“Fiquei muito preocupado com os boicotes, com a sabotagem que está acontecendo no sistema de água. Isso é muito grave. Estamos dando prioridade nas investigações para descobrir quem está sabotando o sistema de água e complicando a vida do cidadão de Várzea Grande”, afirmou ele, lembrando que o governo chegou a destinar, em anos anteriores, mais de R$ 26 milhões para a construção da ETA do Pari.
A prefeitura de Várzea Grande segue firme na força-tarefa para normalizar o abastecimento de água no Município e garantir que a infraestrutura do DAE opere com segurança. A instalação das câmeras é mais um passo importante para evitar prejuízos e manter o fornecimento regular de água à população.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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