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Várzea Grande prepara Conferência Municipal de Assistência Social

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A participação da sociedade é o que fortalece as políticas públicas e garante que elas estejam conectadas à vida das pessoas

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, promoveu ao longo do mês de junho quatro pré-conferências que reuniram mais de 240 participantes em diferentes regiões da cidade. Os encontros ocorreram nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) dos bairros Cristo Rei, Santa Maria, Jardim Glória e São Mateus, com o objetivo de mobilizar a população para debater, avaliar e propor melhorias para as políticas públicas da área.

As palestras foram conduzidas pelos servidores públicos Gildely Salinas El Hage e André Luís de Moraes, que atuam na rede municipal de Cuiabá e trouxeram importantes reflexões sobre os desafios enfrentados pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Entre os temas mais debatidos pela comunidade estiveram a melhoria no atendimento ao público, a ampliação da oferta de cursos e oficinas e a necessidade de um acolhimento mais humanizado nas recepções dos serviços.

A secretária de Assistência Social, Cristina Saito, enfatizou o papel fundamental da participação popular. “As pré-conferências são momentos de escuta e construção coletiva. É a partir do diálogo com a população que conseguimos entender as reais necessidades dos usuários e planejar ações mais eficazes. A participação da sociedade é o que fortalece as políticas públicas e garante que elas estejam conectadas à vida das pessoas”, declarou.

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As quatro pré-conferências também contaram com apresentações culturais de crianças da Rede Cidadã e de professores da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Profª Maria das Graças Pinto’ e do Centro de Convivência Vovô Zeid, que encantaram os presentes com músicas e atividades artísticas, reforçando o valor da cultura e da convivência comunitária.

Os debates e propostas levantados durante os encontros servirão de base para a Conferência Municipal de Assistência Social, que será realizada nos dias 3 e 4 de julho, das 8h às 17h, no Centro Pastoral Padre Aldacir Carniel (Cepac). O evento é aberto à participação de toda a população, com inscrições disponíveis no local e também por meio de link digital que será disponibilizado no site oficial da Prefeitura de Várzea Grande.

A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social e coordenadora da Proteção Social Básica do município, Taynara Morais Humbelino de Jesus, reforça a importância do momento. “É um momento fundamental para toda a sociedade. É nela que reunimos usuários, trabalhadores, gestores, entidades e organizações da sociedade civil para debater, propor e fortalecer as políticas públicas de proteção social. Mais do que um evento, a conferência é um espaço democrático de escuta e construção coletiva, onde a população tem voz ativa na definição de prioridades para o município. Em um cenário de tantos desafios sociais, é essencial que a política de assistência social se mantenha forte, participativa e centrada no compromisso com os que mais precisam. Por isso, a participação de todos é tão importante: juntos, podemos construir uma rede de proteção social mais justa, acessível e eficiente para toda a comunidade, pois é nesse momento que nossa voz é ouvida e levada para as esferas estaduais e nacional”.

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A conferência deve reunir representantes da sociedade civil, usuários dos serviços, trabalhadores da assistência social, gestores públicos e entidades parceiras, consolidando um ambiente plural, democrático e comprometido com a construção de uma cidade mais justa e acolhedora.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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