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Várzea Grande pode ganhar rota oficial de acesso ao Pantanal

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Projeto de Lei tem o objetivo de transformar o trecho em um corredor turístico e ecológico, impulsionando o turismo sustentável e a economia regional, impactando diretamente no desenvolvimento econômico da cidade

A rodovia MT-050, no trecho que liga Várzea Grande a Poconé, poderá receber uma nova e estratégica identidade: “Estrada Parque do Pantanal de Várzea Grande”. A proposta está no Projeto de Lei nº 475/2025, de autoria do deputado estadual Elizeu Nascimento, e tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, tem o objetivo de transformar o trecho em um corredor turístico e ecológico, impulsionando o turismo sustentável e a economia regional.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande, Mario Quidá Neto, o projeto representa uma oportunidade concreta de fomentar o turismo, atrair investimentos e gerar empregos. “É uma nova rota ao Pantanal a partir de Várzea Grande. Vamos incentivar a abertura de novos empreendimentos no setor, facilitar a capacitação de mão-de-obra e fortalecer a economia local”, afirmou o secretário.

A proposta, que tem amplo apoio da gestão municipal, prevê não apenas a mudança de nome da rodovia, mas a valorização do seu potencial turístico e ambiental. A rodovia MT-050 é uma das principais vias de acesso ao Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, bioma reconhecido mundialmente pela sua biodiversidade e beleza natural. A ideia é consolidar o trecho como um verdadeiro portal de entrada ao Pantanal, com infraestrutura adequada, sinalização temática e ações integradas de desenvolvimento.

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“Estamos articulando com o deputado Elizeu Nascimento a destinação de uma emenda para sinalização turística, capacitação de guias e melhorias na infraestrutura. Queremos criar uma experiência diferenciada para quem percorrer esse caminho até o Pantanal”, explicou Quidá Neto.

Além da valorização ambiental e cultural, a mudança de denominação da rodovia neste trecho servirá também como uma estratégia de marketing territorial. “Esse nome fortalece a identidade da região como ponto de partida para o Pantanal, reforça nosso compromisso com o turismo sustentável e amplia a visibilidade de Várzea Grande como destino turístico”, destacou o secretário.

A nova identidade da MT-050 deverá constar oficialmente nos registros do Estado de Mato Grosso e nos indicadores rodoviários, caso o projeto seja aprovado. A expectativa é de que a iniciativa também beneficie as comunidades rurais ao longo do trajeto, estimulando o comércio local e ampliando as oportunidades para o ecoturismo e a observação da vida selvagem, atividades que atraem turistas de várias partes do Brasil e do mundo.

“Com a criação da ‘Estrada Parque do Pantanal de Várzea Grande’, o Município dá um passo importante rumo à consolidação de um novo eixo de desenvolvimento econômico e turístico, aproveitando seu posicionamento estratégico como porta de entrada do Pantanal mato-grossense”, lembrou o gestor.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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