VÁRZEA GRANDE
Kalil Baracat entrega a 90ª unidade da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
O prefeito Kalil Baracat e vice José Hazama, entregaram na manhã desta quinta-feira (12), a nonagésima unidade educacional da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande. A inauguração do Centro Municipal de Educação Infantil – CMEI ‘Brígida Maria Costa Marques’, localizada no Residencial Aurília Curvo, faz parte do calendário comemorativo aos 155 anos da cidade.
A escola conta com 10 salas de aula, 1 sala multifuncional, 2 berçários, 1 sala de amamentação, lactário, cozinha, refeitório, banheiros adaptados, rouparia, sala de professores, almoxarifado e depósito. A creche é do tipo 1, orçada em R$ 1.473.989,04 construída com recursos do Governo Federal (FNDE) e recursos próprios do município.
De acordo com o prefeito Kalil Baracat, o compromisso assumido na campanha está sendo cumprido em todas as áreas, principalmente na Educação municipal com a entrega das obras de reforma e ampliação de escolas e com a inauguração do Cmei Brígida. “Essa grandiosa obra que foi iniciada na gestão de Dona Lucimar, e finalizada em nossa gestão, é fruto da determinação, do trabalho e dedicação de toda nossa equipe para atender nossas crianças de um, dois e três anos, possibilitando que as mães possam trabalhar para garantir a renda da família. Sabemos que muitas mães são o ‘chefe’ da família, sendo elas responsáveis diretas pelo sustento dos filhos. Esse espaço que estamos entregando hoje será a garantia para que essas mães possam deixar seus filhos, com conforto, segurança e muito carinho, pontuou.
A diretora da escola, professora Maria Bernarda Bareta, disse que o Centro Municipal de Educação Infantil ‘Brigida Maria Costa Marques’ tem capacidade de atender cerca de 168 crianças de um a três anos e 11 meses, em período integral, sendo duas salas para crianças de um ano, quatro salas para crianças de dois anos e quatro salas para crianças de 3 anos. A escola está equipada com mobiliário completo, materiais e brinquedos pedagógicos e parquinho externo.
O secretário Silvio Fidelis lembrou que somente em 2022 estão sendo investidos mais de R$ 6 milhões em tecnologia, mobiliário e material didático em toda a rede municipal. Silvio destacou que, em parceria com o Governo Federal, Várzea Grande já entregou Centros de Educação Infantil desde a gestão da prefeita Lucimar Campos, e agora entregando o Cmei Brígida. “Nós da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer queremos fazer um compromisso de até o final do ano entregar os outros 10 Cmei’s que estão sendo construídos em Várzea Grande”, anunciou.
Ainda durante a solenidade, o prefeito Kalil Baracat e o secretário Silvio Fidelis assinaram a ordem de serviço para o início das obras de um Centro Esportivo que será construído no bairro.
A inauguração do Cmei ‘Brígida Maria Costa Marques’ foi prestigiada pelos vereadores da Câmara Municipal, secretários municipais, autoridades locais, pelo deputado Paulo Araújo (PP) e pelo senador Jayme Campos.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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