VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande paga salário e implanta VI para professores de campo
VÁRZEA GRANDE
Com uma folha de R$ 34,5 milhões, Várzea Grande quitou o salário do mês de abril e manteve o compromisso de pagar os proventos de todos os servidores públicos municipais dentro do mês trabalhado e resgatou mais um compromisso do prefeito Kalil Baracat de também valorizar os profissionais da Educação de Campos.
Em reunião com a equipe econômica, Kalil Baracat, sinalizou ainda para um período de mais investimentos em prol de Várzea Grande e de sua gente ainda mais agora em Maio quando a segunda maior cidade de Mato Grosso completa 155 Anos de Fundação.
“Com certeza Várzea Grande é uma terra abençoada pois além de comemorar sua fundação também se comemora os 155 Anos da Procissão de Nossa Senhora da Guia, padroeira da cidade e que mantém tradições seculares”, disse o prefeito lembrando dos esforços para se manter Várzea Grande como uma cidade próspera, em constante desenvolvimento e principalmente acolhedora.
Kalil Baracat, frisou ainda a importância para a economia local em se manter um nível de investimento em obras e ações e na circulação de recursos. “A folha de pagamento de R$ 34 milhões, promove a circulação de recursos na economia local e aquece vendas do comércio e da indústria, o que tem se demonstrado importante para a consolidação de Várzea Grande como uma cidade prestadora de serviços, mas em constante crescimento e desenvolvimento”, explicou o prefeito.
Ele também lembrou do resgate promovido neste ano para com a classe do funcionalismo público com a concessão de 7% de RGA para todos os servidores públicos municipais e 12,84% para os professores da Rede Pública Municipal.
“Também todos os servidores tiveram seu enquadramento por nível aplicados na totalidade e a classe da Educação recebeu gratificações para os diretores, secretários e coordenadores escolares e por fim agora sancionamos a lei que assegura a implantação da Verba Indenizatória de Campo para profissionais da Educação que atuam na Zona Rural, estimulando a permanência dos mesmos e ampliando sua capacidade de atender a população que vive em locais mais distantes do centro de Várzea Grande”, explicou Kalil Baracat.
Kalil reforça ainda que em maio, a cidade entra no seu período festivo, alusivo aos seus 155 anos. “Acredito que desde a minha posse, sob um período de pandemia, esse será o primeiro aniversário que realmente poderemos e teremos o que comemorar. Mais do que obras, temos condições melhores ao funcionalismo, investimentos de toda ordem, e o melhor, obras financiadas com recursos próprios e que têm começo, fim e qualidade. Conclamo todos os várzea-grandenses a fazerem parte dessa grande festa por Várzea Grande que já começa no dia 1º de maio e segue até o dia 15”.
A secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro, lembrou que existe regularidade não apenas no pagamento dos salários, mas de todos os prestadores de serviços, fornecedores, empreiteiros e isto torna a cidade melhor e mais confiável em suas obrigações.
“A população reconhece a boa e correta aplicação dos recursos públicos para a melhoria da cidade de Várzea Grande e isto estimula o pagamento de impostos, pois todos sabem que os investimentos acontecem e isto se tornar um indutor na economia, fomentando novos negócios, a chegada de novas empresas e indústrias e principalmente ampliando a expectativa de mais crescimento e mais desenvolvimento, pois em Várzea Grande, desenvolvimento vem com qualidade de vida”, frisou Lucinéia dos Santos Ribeiros.
Kalil Baracat lembrou que Várzea Grande é uma cidade viva e latente por crescer ainda mais e se desenvolver. “Apesar das deficiências que estamos enfrentando e trabalhando para sobrepor e vamos conseguir, Várzea Grande tem crescido e se desenvolvido, mas com qualidade e principalmente respeito para com as pessoas”, frisou.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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