VÁRZEA GRANDE
Moretti anuncia Centro Integrado para atender pessoas neurodivergentes e PCD’s
VÁRZEA GRANDE
Em mais uma ação que vai marcar seu plano de governo, prefeitura vai criar um espaço exclusivo para oferta de serviços fonoaudiológicos, neurológicos, terapêuticos, de acolhimento social, de acompanhamento psicológico e o mais importante: emissão de laudos
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), reuniu-se com os secretários municipais para discutir e planejar a criação de um Centro Integrado de atendimento às pessoas neurodivergentes e com Deficiência (PCD). O local deverá realizar diversos atendimentos: fonoaudiológico, neurológico, terapêutico, social, psicológico, emissão de laudos, entre outros.
O espaço será pioneiro para emissão de laudos dentro do Município e mais uma iniciativa sem precedentes e vai se tornando um marco da atual gestão. A reunião contou com a presença da secretária de Saúde, Deise Bocalon, da secretária de Assistência Social, Cristina Saito, do secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Cleiton Marino, do secretário de Gestão Fazendária, Marcos José da Silva, a superintende de Cultura, Ana Helena Prioli, o Procurador-Geral, Maurício Magalhães e técnicos das pastas.
“Esta foi uma das propostas que fizemos durante a campanha e vamos cumprir. Nossa missão é fazer transformarmos Várzea Grande em uma cidade mais acessível e acolhedora às pessoas com deficiência, como também aos neurodivergentes”, afirmou Moretti.
A assessora especial de Políticas de Inclusão, Priscila Lima, ressaltou que o objetivo é garantir um atendimento humanizado, eficiente e acessível. “Este centro será um avanço fundamental na promoção da inclusão, oferecendo dignidade e segurança às famílias que hoje enfrentam longas esperas por diagnóstico e acompanhamento especializado. Um espaço jamais pensado antes e que vai ser uma realidade, fazendo de Várzea Grande uma referência nacional”, afirmou.
O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Cleiton Marino, destaca que há em torno de 500 crianças que precisam de laudo no Município, e têm esse acesso represado, por falta de acolhimento e atendimentos devidos. “Estaremos apoiando essa causa e, com certeza, nosso Município ganhará muito com essa ação que é uma virada de página pelo seu ineditismo e sendo mais uma promessa de campanha que ganha corpo e forma por meio da gestão da prefeita Flávia Moretti. Política social integrada, inédita e pioneira no Brasil”, disse.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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