VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande fortalece segurança com 300 novas pistolas
VÁRZEA GRANDE
O armamento, avaliado em cerca de R$ 1 milhão, foi doado pelo governo do Estado, via Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso e da Polícia Civil, e representa um avanço inédito para a atuação da corporação no Município
A Prefeitura de Várzea Grande recebeu reforço na segurança pública com a entrega de 300 pistolas Taurus PT940, calibre 40, destinadas exclusivamente à Guarda Municipal. O armamento, avaliado em cerca de R$ 1 milhão, foi doado pelo governo do Estado, via Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso e da Polícia Civil, e representa um avanço inédito para a atuação da corporação no Município.
A entrega foi realizada na manhã desta terça-feira (3), durante solenidade que também marcou o repasse de R$ 11,7 milhões do Governo do Estado para a reconstrução completa do telhado do Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande, além da entrega de novos equipamentos hospitalares.
Para a prefeita Flávia Moretti, a chegada do armamento reforça o compromisso da gestão municipal com a segurança dos várzea-grandenses. “Com essas pistolas, vamos fortalecer a Guarda Municipal, garantir mais proteção para os nossos agentes e oferecer uma resposta mais eficiente contra a criminalidade. É a Prefeitura de Várzea Grande, junto com o governo do Estado, promovendo mais saúde e mais segurança para a nossa população”, afirmou. A prefeita também agradeceu o apoio do vereador Rogerinho da Dakar (PSDB), que intermediou a solicitação junto à Secretaria de Segurança Pública.
O comandante da Guarda Municipal, inspetor Juliano César Bezerra Lemos, destacou a importância da doação para a estrutura da corporação, que hoje conta com 174 agentes em atividade. “Havia uma carência real de armamento. Agora teremos pistolas suficientes para todo o efetivo, o que representa uma resposta mais ágil, eficaz e segura em nossas ações de patrulhamento preventivo em todo o território de Várzea Grande”, pontuou.
Presente na cerimônia, o governador Mauro Mendes elogiou o protagonismo da cidade. “Várzea Grande merece esse investimento. É uma cidade estratégica, populosa e importante para Mato Grosso. Temos orgulho de, hoje, sermos nós quem doamos algo que antes só víamos vindo da União. Essa é a demonstração de um Estado mais forte, parceiro dos municípios”, declarou o governador.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, reforçou a relevância do investimento para o segundo maior município do estado. “Mais de R$ 1 milhão em armamento destinado a Várzea Grande. Essa doação representa uma política de integração e fortalecimento técnico das forças de segurança, com foco direto na proteção da população”, disse.
“Com a chegada dos novos armamentos, Várzea Grande fortalece o papel da sua Guarda Municipal como força de segurança armada, treinada e equipada, nós temos uma identidade visual, novos uniformes, novas viaturas, mais efetivo e agora mais armamentos. A atual gestão, em apenas cinco meses, fez o que esperávamos há décadas demonstrando compromisso da prefeita Flávia Moretti com a segurança pública e a proteção do cidadão”, pontuou o comandante da GM Juliano Lemos.
VALORIZAÇÃO NA PRÁTICA – Em abril, a prefeita sancionou a Lei Municipal Complementar n° 5389/2025 que dispõe sobre a alteração do Estatuto da Guarda Municipal de Várzea Grande o qual acrescenta novamente o adicional de periculosidade.
Segundo a prefeita, o adicional será de 30% do vencimento base recebido pelos Guardas Municipais. “Este foi um presente que anunciei durante o aniversário de 25 anos da GM. Tenho muito orgulho desta instituição, pois são fundamentais para a segurança pública do nosso Município, além de orientar o trânsito e fazer diversas campanhas educativas para as crianças e para os munícipes de todas as idades”, conta Flávia Moretti.
O comandante da Guarda Municipal relata que este benefício é uma forma de reconhecimento do trabalho executado. “Estamos nas ruas, seja na coordenação de trânsito, seja na proteção das escolas, das unidades de saúde, dos prédios públicos, do Departamento de Água e Esgoto, dentre outros. A Guarda Municipal está sendo reconhecida, parabenizo a prefeita e os vereadores pelo reconhecimento do nosso trabalho”, declara Juliano.
Moretti reforça que o adicional foi retirado da corporação em gestões anteriores e que muitos GMs estavam recuperando o benefício, por via judicial. “Não foi justo retirar o adicional e nem era justo buscar a justiça para obter, o que enxergamos como um direito”.
ICMS – Durante a agenda, a prefeita Flávia Moretti também falou à imprensa sobre o estudo em andamento que busca a revisão dos valores de repasse do ICMS. Segundo ela, os índices atuais prejudicam Várzea Grande. “Estamos preparando um levantamento técnico para levar ao governador e buscar uma compensação justa. Já há melhorias em áreas como saúde, saneamento e meio ambiente, e isso vai se refletir nos nossos indicadores”, disse.
Mauro Mendes também pontuou à imprensa que tem buscado manter um relacionamento equilibrado e respeitoso com os 142 municípios de Mato Grosso, “estamos garantindo não apenas os repasses obrigatórios, mas também recursos extras e parcerias estratégicas, como essa que realizamos hoje aqui em Várzea Grande. O Estado está à disposição para dialogar e encontrar caminhos justos, inclusive no que diz respeito ao ICMS, sempre com responsabilidade e compromisso com o desenvolvimento regional”, pontuou.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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