VÁRZEA GRANDE
Saúde de Várzea Grande inicia distribuição de informativo virtual sobre sintomas e cuidados à doença
VÁRZEA GRANDE
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está iniciando a distribuição de um informativo virtual sobre a meningite. O material traz explicações sobre o que é a doença, principais sintomas, formas de transmissão, medidas de prevenção, o que fazer em caso de suspeitas, e o mais importante: chama à atenção para necessidade da vacinação, especialmente em crianças e bebês.
A elaboração do informativo foi iniciativa dos técnicos da Vigilância Epidemiológica do Município, após a confirmação de um caso de meningite por streptococcus pneumoniae, feita ontem (5), pelo Laboratório Central, o Lacen. Nesse primeiro momento, as informações serão enviadas à direção da Escola Estadual ‘Governador José Garcia Neto’, localizada no Residencial Júlio Domingos de Campos, unidade escolar da menor de 11 anos, acometida pela variante bacteriana da doença.
Como pontua a secretária de Saúde, Valéria Nogueira, a meningite é grave, pois afeta o sistema nervoso central, podendo resultar em óbitos e desencadear surtos caracterizados como emergências de saúde pública. “A melhor medida de prevenção da meningite e de outras doenças é através da vacinação. É importante estar com as vacinas em dia e procurar uma unidade de saúde caso apresentar sintomas e para esclarecimentos do tratamento”.
Valéria afirma ainda que medidas simples de higienização são recomendadas como forma de prevenção à contaminação. “São atitudes que podem, de modo geral, ser adotadas na escola, em casa e no trabalho como limpeza dos ambientes coletivos (piso, carteiras, cadeiras, mesas, maçanetas das portas) com água, sabão e água sanitária, evitar aglomeração e manutenção dos locais ventilados (portas e janelas abertas). Em caso de suspeita, adotar o uso de máscaras e procurar atendimento na rede básica de saúde, ou mesmo, nas unidades de pronto atendimento”.
MASSIFICAÇÃO – O superintendente de Vigilância em Saúde, Carlos Valladares, explica que o informativo foi pensado em um modelo virtual para agilizar a disseminação de conhecimento acerca da doença e atingir o maior alcance possível. “Nosso objetivo é distribuir o informativo de uma forma que possa chegar aos várzea-grandenses. Estamos dando esse start na escola, em razão do ocorrido, e por ser um grande ambiente coletivo. Precisamos combater a desinformação”.
A DOENÇA – A meningite é uma inflamação das meninges, que são membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diferentes microrganismos: fungos, vírus ou bactérias. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, principalmente, pelas vias aéreas (por inspirar gotículas de saliva contaminadas, como tosse e espirros), através da secreção nasal e da garganta. Além disso, ocorre também por via fecal-oral, via água/alimentos contaminados, mãos sujas ou objetos.
Os principais sintomas da meningite são: febre alta, náusea, vômito, dor de cabeça, sonolência, confusão mental, aversão à luz, rigidez na nuca, sufusões hemorrágicas (manchas avermelhadas) e convulsão.
Procurar uma unidade de saúde e informar a Secretaria de Saúde por meio da Vigilância Epidemiológica no telefone (65) 98475-7225; caso apresentar algum dos sintomas acima.
PROTEÇÃO – A melhor medida de prevenção contra meningite, e de outras doenças, é a vacinação. É importante estar com as vacinas em dia e procurar uma unidade de saúde caso haja sintomas suspeitos, e assim, ter atendimento, diagnóstico, e se for o caso, tratamento.
Como reforça a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Maria José Neves, a vacinação é uma das medidas mais eficazes na prevenção de doenças infectocontagiosas e imunopreveníveis, dentre elas a meningite. “É preciso fazer uma avaliação do cartão de vacina dos familiares e pessoas que frequentam a escola, e se necessário, atualizar os imunizantes de acordo com o Calendário Nacional Vacinação do Ministério da Saúde e a faixa etária”.
MEDIDAS DE PREVENCAO E CONTROLE:
• Vacinação é a principal forma de prevenção às formas mais graves da meningite
• Manter os ambientes arejados, (circulação / fluxo de ar)
• Evitar aglomeração de pessoas e contato com pessoas doentes
• Lavagem frequente das mãos com água e sabão
• Se caso suspeito, procurar imediatamente avaliação de saúde
VACINACAO CONTRA MENINGITE
Público-alvo: crianças de 3 a 5 meses
• Duas doses da vacina meningocócica C
• Reforço em crianças 12 meses
Adolescentes e jovens 11 a 14 anos:
• vacina ACWY que protege contra os sorogrupos A, C, W e Y
• Reforço em adolescentes e jovens
• 10 a 24 anos e idosos 60 +: Tríplice
• Viral SCR que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, sendo duas doses, conforme histórico vacinal.
Galeria de Fotos (6 fotos)
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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