CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

VÁRZEA GRANDE

Várzea Grande fortalece alimentação escolar e agricultura familiar em encontro nacional

Publicados

VÁRZEA GRANDE

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura, participa do 4º Encontro Nacional dos Conselhos de Alimentação Escolar e Agricultura Familiar, realizado no Centro de Eventos do Pantanal. O encontro reúne gestores, nutricionistas, merendeiras, produtores rurais, cooperativas e representantes de diversos municípios brasileiros para debater políticas públicas voltadas à alimentação escolar de qualidade e ao fortalecimento da agricultura familiar.

Representando Várzea Grande, participam do encontro nutricionistas da rede municipal, diretoras escolares, merendeiras e representantes da agricultura familiar, em uma programação voltada à capacitação, atualização técnica e troca de experiências sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), considerado referência na garantia da segurança alimentar dos estudantes.

A nutricionista da SMECEL, Fernanda Soares, destacou a importância do evento para os profissionais que atuam diretamente na alimentação escolar do município.

“Esse evento é muito importante para nós, nutricionistas, e também para toda a equipe escolar. Estamos tendo acesso a muitas atualizações e informações que vamos levar para dentro das escolas. Aqui estão reforçando muito a importância da agricultura familiar e da alimentação saudável, segura e de qualidade para os alunos. Isso fortalece nosso trabalho diário”, afirmou.

Fernanda também ressaltou que o encontro amplia o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente na rede municipal.

“A agricultura familiar passou a ter ainda mais importância, já que agora o percentual mínimo de compras aumentou para 45%. Essas informações precisam chegar até quem está na escola diariamente, manipulando os alimentos e acompanhando os estudantes. Nosso objetivo é garantir que a alimentação chegue da forma mais segura e saudável possível”, completou.

A nutricionista explicou ainda como funciona o acompanhamento realizado pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação nas unidades escolares.

“Hoje temos uma equipe técnica muito organizada, com nutricionistas responsáveis por diferentes setores, desde o controle de carnes, hortifrúti e armazenamento até o acompanhamento de alunos com necessidades alimentares especiais. Também realizamos visitas técnicas constantes nas escolas para acompanhar a qualidade da alimentação escolar ofertada aos nossos estudantes”, explicou.

Leia Também:  Nova ponte vai ampliar mobilidade entre Várzea Grande e Cuiabá

O secretário municipal de Meio Ambiente e Agricultura, Ricardo Amorim, destacou que o evento fortalece a integração entre educação, alimentação escolar e agricultura familiar, garantindo benefícios tanto para os estudantes quanto para os pequenos produtores rurais do município.

“Esse evento é fantástico porque une duas áreas fundamentais: a alimentação escolar e a agricultura familiar. Através do PNAE, a legislação estabelece que, no mínimo, 45% dos produtos da merenda escolar sejam adquiridos da agricultura familiar. A Secretaria de Educação faz esse planejamento dos alimentos necessários e, junto da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura, fomenta, capacita e dá suporte aos produtores para que eles possam fornecer esses alimentos à rede municipal”, afirmou.

Segundo o secretário, a Prefeitura atua como ponte entre os produtores e a rede de ensino, organizando o chamamento público e oferecendo suporte técnico e estrutural aos agricultores.

“O produtor já tem uma venda garantida dentro daquilo que a rede necessita. A Prefeitura auxilia com capacitação, sementes, adubos e logística. É um trabalho conjunto que fortalece a economia local e garante alimento fresco e de qualidade para nossas crianças”, explicou.

Ricardo também ressaltou que o município vem cumprindo as metas estabelecidas pelo programa federal e ampliando o apoio à agricultura familiar.

“Até o ano passado, o índice mínimo era de 30% e agora passou para 45%. Várzea Grande vem avançando ano após ano. Esse encontro também é importante porque capacita merendeiras, gestores e produtores rurais, fortalecendo toda essa cadeia que impacta diretamente a alimentação dos nossos alunos”, pontuou.

Atualmente, cerca de 70 pequenos produtores fornecem frutas, legumes e verduras para a merenda escolar de Várzea Grande, por meio de cooperativas e associações. O município recebe semanalmente uma grande variedade de alimentos oriundos da agricultura familiar, como abacaxi, banana, batata-doce, abóbora cabotiá, alface, couve, cheiro-verde, mamão, mandioca, tomate, laranja, repolho e melancia, entre outros produtos frescos que abastecem as unidades escolares.

Leia Também:  Flávia Moretti acompanha mutirão contra vazamentos de água e obra do SAE

Somente nesta semana, o município recebeu aproximadamente 3 mil unidades de abacaxi, 1.100 unidades de banana-da-terra, 1.050 quilos de batata-doce, mil quilos de abóbora cabotiá e mais de 1.600 unidades de alface e couve. O investimento mensal destinado aos produtores da agricultura familiar varia entre R$ 400 mil e R$ 500 mil.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou que a participação da equipe no encontro reforça o compromisso da gestão municipal com uma alimentação escolar nutritiva, segura e de qualidade.

“Garantir uma merenda escolar de qualidade é também investir no desenvolvimento, na aprendizagem e na saúde dos nossos alunos. A gestão da prefeita Flávia Moretti tem trabalhado para fortalecer cada vez mais essa parceria com a agricultura familiar, valorizando os pequenos produtores e levando alimentos frescos e saudáveis para dentro das escolas. Esse trabalho integrado fortalece a economia local e proporciona mais qualidade alimentar para nossas crianças”, destacou a secretária.

Maria Fernanda ainda ressaltou que a capacitação contínua dos profissionais da rede é fundamental para manter a qualidade da alimentação escolar no município.

“Eventos como esse permitem que nossas equipes estejam atualizadas, trocando experiências e buscando novas estratégias para melhorar ainda mais o atendimento aos estudantes. É um investimento direto na educação e no bem-estar dos nossos alunos”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

VÁRZEA GRANDE

Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

Publicados

em

Por

.

Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Leia Também:  Prefeita sanciona lei que incentiva instalações de empresas no Aeroporto de Várzea Grande

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

Leia Também:  Centro Comunitário do Asa Bela é reformado e prefeito anuncia novo parque infantil

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA