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Várzea Grande fortalece agricultura familiar e amplia acesso de produtores ao PNAE

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, marcou presença no 4º Encontro Nacional dos Conselhos de Alimentação Escolar e Agricultura Familiar, realizado nesta quinta-feira (28), com a palestra “Orientações para o agricultor familiar participar do PNAE”, ministrada pelo secretário municipal Ricardo Alexandre da Costa Amorim.

Durante a apresentação, o secretário destacou o papel do gestor público no fortalecimento da agricultura familiar e na ampliação do acesso dos produtores aos programas institucionais, especialmente ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A palestra reuniu produtores rurais, nutricionistas, gestores e representantes de municípios de diversas regiões do país.

Segundo Ricardo Amorim, o sucesso da agricultura familiar depende de planejamento, apoio técnico e valorização do produtor rural.

“Quando há troca de experiências e de ideias, todos ganham. Quem ouve, quem fala e vice-versa. Falamos sobre o papel do gestor público, principalmente do secretário de Agricultura, diante da agricultura familiar. Abordamos os desafios, os planejamentos e aquilo que encontramos no campo. Nosso papel é justamente oferecer auxílio, capacitação e aquela mão amiga para que todos alcancem o mesmo objetivo, que é o sucesso da agricultura familiar”, afirmou.

A palestra foi estruturada em eixos estratégicos voltados ao fortalecimento da produção rural. O primeiro abordou o planejamento, com foco no mapeamento e mensuração do município, levantamento da quantidade de produtores, identificação do que é produzido e dos locais de comercialização dos alimentos. Também foram discutidas as condições legais necessárias para participação nos programas públicos, como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), regularização fundiária e organização em associações ou cooperativas.

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Outro ponto apresentado foi a importância da análise do solo, realizada com apoio técnico da Empaer, além de orientações sobre adubação e manejo adequado da produção.

No segundo eixo, o secretário destacou o apoio direto ao produtor rural, incluindo distribuição de mudas, adubo, irrigação, logística, armazenamento, divulgação e incentivo às vendas por meio de programas sociais, como o PNAE e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/COMAS).

Ricardo também apontou os principais desafios enfrentados atualmente pelos agricultores familiares, entre eles a falta de conhecimento técnico, dificuldade de acesso ao crédito, ausência de apoio institucional, descrença, frustrações e o envelhecimento da população rural.

Ao final da palestra, deixou uma mensagem aos gestores públicos presentes.

“A melhor dica para o gestor público é a valorização do produtor rural. Quando o produtor se sente valorizado, ele produz mais, acredita mais e permanece no campo”, destacou.

Entre os exemplos de fortalecimento da agricultura familiar em Várzea Grande está o trabalho desenvolvido pela agricultora familiar Ana Lúcia Moraes, que participa do fornecimento de alimentos para a alimentação escolar do município.

Moradora da zona rural, Ana Lúcia vive da produção familiar ao lado do esposo e comercializa derivados do leite, doces e maracujá.

“Hoje nós vivemos da agricultura familiar. Nossa produção é de leite e eu trabalho com os derivados produzidos na própria propriedade. Faço vários tipos de queijo, manteiga e doces. Tudo vem da nossa produção”, contou.

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Ela também participa da feira da agricultura familiar realizada mensalmente em frente à Prefeitura de Várzea Grande, espaço que fortalece a comercialização dos produtos locais. Além disso, a produtora fornece maracujá para o PNAE, garantindo alimento fresco e de qualidade para os estudantes da rede municipal.

“Todo o processo é feito por nós. A plantação é nossa, a colheita também, e a entrega é feita diretamente para a cooperativa. Existe uma preocupação muito grande em entregar um alimento de qualidade para as crianças. Desde a produção do leite até a seleção do maracujá, tudo é acompanhado pela nossa família”, relatou.

Ana Lúcia revelou ainda que pretende ampliar a produção futuramente, principalmente com a implantação de um poço artesiano para garantir maior oferta de água para a lavoura.

“A intenção é crescer. Já adquirimos equipamentos para começar a produzir polpa de maracujá. A agricultura familiar hoje é o nosso sustento”, completou.

O encontro nacional reforçou a importância da integração entre poder público, produtores rurais e programas sociais como ferramentas essenciais para fortalecer a agricultura familiar e garantir alimentação saudável e de qualidade nas escolas públicas.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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