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Prefeita avalia melhorias estruturais no Parque Berneck e no Restaurante Popular

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Apontamentos foram feitos durante as duas visitas, in loco, realizadas pela atual gestão nesta manhã

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), realizou mais um “Sextou VG”, nesta manhã (31). Desta vez, foram visitados o Parque Bernardo Berneck e o Restaurante Popular.

No Berneck, Moretti foi acompanhada pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, e pela Promotora de justiça, Michelle de Miranda Rezende Villela. Na ocasião, a prefeita e o secretário apresentaram à Promotora a estrutura física do parque e os programas educativos ambientais realizados pela prefeitura, como também apresentaram planos futuros como o da ampliação dos viveiros de mudas de árvores e ampliação da sede administrativa do local.

“O Parque Berneck é um importante ponto de lazer da família várzea-grandense, como também de realização de atividades físicas. Priorizaremos o zelo e o cuidado por lugares como o Berneck, Tanque do Fancho e Flor do Ypê”, afirmou a prefeita Flávia Moretti.

O secretário Ricardo Amorim valorizou o encontro com a Promotora de justiça. “Todos os poderes devem trabalhar juntos. Assim, como o Ministério Público, queremos o desenvolvimento de Várzea Grande de maneira sustentável”, destacou Amorim.

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A Promotora de justiça, Michelle de Miranda Rezende Villela, parabenizou a prefeitura pela aproximação com o Ministério Público. “Estamos em busca de um objetivo em comum, então devemos estar trabalhando em sintonia, como orienta nossa Constituição”, relata Villela.

ALIMENTAÇÃO DE QUALIDADE – No Restaurante Popular, a prefeita esteve acompanhada do secretário de Assistência Social, Gustavo Duarte. O local atende 350 pessoas, de segunda à sexta-feira, das 11h às 13h, com valor da refeição a R$ 3,80. No cardápio constam: arroz, feijão, um tipo de proteína (carne ou frango), salada e sobremesa.

A prefeita, que almoçou no local, elogiou o empenho dos funcionários que atendem no restaurante e constatou que algumas melhorias estruturais devem ser feitas como: instalação de cobertura e bancos na parte externa, além do aumento do limite de senhas para atender um maior número de pessoas.

“Aqui a comida é maravilhosa. Ainda há alguns pontos da estrutura física do prédio que devem ser melhorados para atender ainda melhor os munícipes. Além disso, podemos levar esse local para outras regiões do nosso município”, anunciou Moretti.

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“Nosso restaurante popular atende pessoas de diversas regiões da cidade. Grande parte do público é de idosos, pessoas em vulnerabilidade, trabalhadores e estudantes da rede pública, sendo que para muitos deles a única refeição do dia é feita justamente aqui”, afirmou o secretário.

Morador da região do bairro São Mateus, Dione Ferreira, ama a comida do Restaurante Popular e parabeniza a prefeitura pela realização. “Aqui, a comida é muito boa. Diariamente venho aqui comer e conversar com meus amigos na fila. Nossa cidade está de parabéns em proporcionar isso para nós”, conta Dione.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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