CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

VÁRZEA GRANDE

Várzea Grande apresenta 10 propostas para enfrentar emergência climática

Publicados

VÁRZEA GRANDE

2ª Conferência Municipal reforçou protagonismo do Município em temas ambientais

Com o tema central “Emergência Climática: o desafio da transformação ecológica”, a 2ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, realizada no último dia 21, no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), reuniu ao menos 300 participantes. O evento marcou um avanço significativo nas políticas ambientais do Município, com a formulação de 10 propostas estratégicas, divididas em cinco eixos temáticos, e a eleição de 10 delegados que representarão a cidade na 4ª Conferência Estadual do Meio Ambiente, prevista para fevereiro deste ano.

“Os debates realizados e as propostas construídas mostram que nosso Município está comprometido em buscar soluções inovadoras e sustentáveis para enfrentar os desafios climáticos que se impõem cada vez mais”, disse a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), sobre a importância do evento.

Já o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Costa Amorim, destacou a relevância das propostas aprovadas. “As soluções elaboradas na conferência representam não só o comprometimento de Várzea Grande com as questões ambientais, mas também o alinhamento com políticas globais voltadas à mitigação dos impactos das mudanças climáticas”.

Leia Também:  Saúde de Várzea Grande terá plano especial de atendimento durante a EXPOVG

Para os debates e apresentação dos temas a Conferência contou com palestrantes especialistas a exemplo de Caroline Chichorro (Sema-MT) falando sobre mitigação, Dra Gisele Gaudêncio e Alexandre Burmann (mestre em Avaliação de Impactos Ambientais) falaram sobre Adaptação e Preparação para Desastres, Eliani Fachim (Sema-MT) falou sobre Transformação Ecológica, Juliana Carvalho (Sema-MT) que falou sobre Justiça Climática e Dra. Daniela Maimoni de Figueiredo que abordou Governança e Educação Ambiental.

Os 10 delegados eleitos para representar Várzea Grande na conferência estadual vieram de quatro segmentos: Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Sociedade Civil Organizada, Setor Privado e Poder Público.

As propostas aprovadas por eixo temático foram:

Mitigação: Atualizar e elaborar o Plano Municipal de Saneamento Básico e ampliar a porcentagem de áreas arborizadas nos centros urbanos.

Adaptação e Preparação para Desastres: Capacitar a Guarda Municipal para o enfrentamento de desastres e construir aterros sanitários específicos para a destinação de entulhos.

Transformação Ecológica: Coibir a ocupação de áreas verdes e Áreas de Preservação Permanente (APP), arborizar áreas urbanas e recuperar áreas degradadas com espécies nativas frutíferas.

Leia Também:  Terceiro encontro será realizado nesta  quinta-feira no Santuário Nossa Senhora de Salette  

Justiça Climática: Criar incentivos fiscais no IPTU para áreas que implantarem hortas, jardins e agroflorestas urbanas e fortalecer a política de redução ao uso de agrotóxicos.

Governança e Educação Ambiental: Tornar a educação ambiental obrigatória nas escolas e mapear e fomentar boas práticas de educação ambiental existentes.

Próximos passos – Os delegados de Várzea Grande levarão as propostas para a 4ª Conferência Estadual do Meio Ambiente, que ocorrerá em fevereiro. O evento será a etapa preparatória para a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, que também acontece este ano.

Ricardo Amorim ainda avaliou: “A 2ª Conferência Municipal do Meio Ambiente reforça o protagonismo de Várzea Grande em temas ambientais e a busca por soluções locais para desafios globais”.

Organizada pela prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), a conferência contou com o apoio da Associação Mato-grossense dos Municípios, do Governo Estadual, da Universidade de Brasília (UnB) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Governo Federal.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

VÁRZEA GRANDE

Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

Publicados

em

Por

.

Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Leia Também:  Noventa e cinco agentes estão visitando bairros de Várzea Grande

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

Leia Também:  Saúde de Várzea Grande terá plano especial de atendimento durante a EXPOVG

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA