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Noventa e cinco agentes estão visitando bairros de Várzea Grande

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É preciso que os moradores permitam a entrada dos profissionais em suas residências e comércios. O chamamento vale também para administradores de prédios e condomínios. Só o combate ao mosquito pode reduzir doenças até óbitos

Três grandes regiões de Várzea Grande – Cristo Rei, Centro Sul e Mapim – estão recebendo nesta semana a visita de agentes de endemias, de vigilância sanitárias e comunitários, que estão fazendo o trabalho de conscientização da população para a importância do combate à dengue, zika e chicungunya.

A ação faz parte de uma estratégia realizada pelo município – e que segue determinação do Ministério da Saúde -, para minimizar as notificações de casos de arboviroses. Noventa e cinco agentes estão a campo.

Os agentes já percorreram o bairro Cristo Rei e bateram na porta de 1.442 imóveis, destes 1.030 receberam os agentes para a inspeção. “A ação tem tido um bom resultado, porém, ainda encontramos dificuldades em fazer o nosso trabalho. Ainda encontramos resistência dos moradores, mas a maioria entende o nosso propósito”, destacou a gerente do Centro de Controle de Zoonoses, Rosimeire Fernandes de Souza.

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Na terça-feira (11), os agentes atuaram na região centro sul, onde percorreram uma área com 2.155 imóveis, entre casas, prédios residenciais, comércios e até terrenos sem edificações. Em residencial de prédios, o zelador não só abriu o portão como fez questão de mostrar o espaço, bem conservado e as caixas tampadas e bem protegidas. “Sabemos da importância do trabalho realizado por essas pessoas, por isso todas as vezes que eles vêm aqui, recebemos e fazemos questão que entrem e que certifiquem todos os espaços”, destacou o zelador do residencial, João Pedro da Costa Campos.

Para a agente de endemias, Ana Rita do Nascimento, essa colaboração, seja de moradores, seja predial, residencial ou comércio em geral, agiliza o trabalho dos agentes. “Se o local está fechado temos de visitar outras vezes. É importante que todos tenham essa consciência, e que respeitem o nosso trabalho. Nem sempre a recepção é calorosa, mas é importante que os moradores saibam que estamos aqui para ajudar no combate ao mosquito”, reforçou.

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Nesta quarta-feira (12), os agentes estarão percorrendo o bairro Mapim onde 1.827 imóveis serão visitados.

Além dos servidores da secretaria de Saúde, profissionais que atuam nas secretárias de Serviços Públicos (Código de Postura) e Educação também estão concentrados nesta ação estratégica.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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