VÁRZEA GRANDE
Sine já ofertou 503 vagas no bimestre e abre mais 302 nesta semana
VÁRZEA GRANDE
Divulgação das vagas disponíveis é semanal e atende ao público de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, no 2º piso do Várzea Grande Shopping, no Centro Estadual de Cidadania
Nos primeiros dois meses de 2025, o Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Várzea Grande ofertou 503 vagas de trabalho, sendo 352 em janeiro e 151 em fevereiro. Agora, nesta terça-feira, 18 de março, o Sine-VG anunciou mais 302 novas vagas para diversas áreas e níveis de experiência, consolidando-se como um dos principais canais de empregabilidade da região.
O Sine-VG realiza divulgações semanais das vagas disponíveis e atende ao público de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, no 2º piso do Várzea Grande Shopping, no Centro Estadual de Cidadania, próximo à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Samir Bosso Katumata, a oferta constante de empregos é um reflexo do aquecimento do mercado local. “Várzea Grande tem se destacado na geração de empregos, e nosso compromisso é conectar trabalhadores e empresas para fortalecer ainda mais a economia da nossa cidade”, afirma.
Entre as oportunidades desta semana, três são destinadas aos profissionais com formação superior: Analista de Custo, Analista de Recursos Humanos e Analista de Suporte Técnico. Mas também há muitas vagas para quem busca o primeiro emprego ou quer se reposicionar no mercado. “Temos desde funções administrativas até oportunidades no setor de construção civil e comércio. O importante é que o trabalhador compareça ao Sine e se candidate”, destaca Katumata.
As vagas disponíveis: Abatedor (2), Administrador de Pessoal (1), Ajudante de Obras (15), Ajudante de Padeiro (5), Almoxarife (1), Atendente de Lanchonete (3), Atendente de Lojas (1), Auxiliar Administrativo (2), Auxiliar de Armazenamento (3), Auxiliar de Cozinha (4), Auxiliar de Encanador (2), Auxiliar de Estoque (1), Auxiliar de Limpeza (5), Auxiliar de Linha de Produção (102), Auxiliar de Técnico de Controle de Qualidade (1), Auxiliar Geral de Conservação de Vias Permanentes (10), Azulejista (1), Carpinteiro (5), Codificador de Dados (1), Desossador (5), Eletricista de Instalações (2), Eletricista de Instalações Industriais (1), Empacotador a Mão (3), Encanador (1), Encarregado de Obras (1), Estoquista (3), Eviscerador em Matadouro (5), Fateiro em Matadouro (2), Frentista (3), Gerente Operacional (2), Lombador em Matadouro (5), Lubrificador de Automóveis (2), Mecânico de Refrigeração (1), Montador (1), Motorista de Caminhão (8), Motorista Entregador (4), Oficial de Manutenção (3), Oficial de Serviços Gerais na Edificação (2), Operador de Caixa (15), Operador de Casa de Máquina Exceto Embarcações (1), Operador de Empilhadeira (3), Operador de Máquina de Beneficiamento Agrícola (1), Operador de Vendas (1), Pedreiro (8), Pintor de Obras (15), Promotor de Vendas (7), Repositor de Mercadorias (11), Serrador da Parte Traseira Matadouro (4), Servente de Obras (3), Técnico de Controle de Qualidade (3), Torneiro Mecânico (1), Vendedor Interno (3), Vigia (2) e Vigia Noturno (2).
Quem quiser concorrer a uma das oportunidades deve comparecer ao Sine-VG munido de documentos pessoais e carteira de trabalho. Para outras informações, basta ir até a unidade ou acompanhar as divulgações semanais no site da Prefeitura (www.varzeagrande.mt.gov.br ) e nas redes sociais @prefvarzeagrande.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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