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Várzea Grande tem 45 escolas em Tempo Ampliado e Integral

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Várzea Grande oferece oportunidades ímpares para o desenvolvimento pedagógico e cidadão de seus estudantes. Exemplo é que das 96 unidades escolares da rede municipal de ensino em Várzea Grande, 45 oferecem ensino com horário estendido, sendo 39 Escolas de Tempo Ampliado (ETA) e 6 Escolas de Tempo Integral (ETI). Juntas, essas instituições atendem um total de 3,3 mil alunos, abrangendo desde a pré-escola até o 9º ano do ensino fundamental.

As ETAs proporcionam atividades extras além do horário escolar regular, os alunos recebem almoço e lanche nesse contra turno. Entre as atividades oferecidas estão reforço escolar, oficinas de artes, música, teatro, esportes variados, projetos de leitura e escrita, educação ambiental, atividades socioemocionais e oficinas de cidadania. Essas atividades visam complementar a formação acadêmica com o desenvolvimento de habilidades culturais, esportivas e sociais.

As ETIs, por outro lado, oferecem um currículo mais extenso, também com uma permanência prolongada dos alunos na escola. Além do ensino regular com ampliação curricular, as ETIs incluem projetos interdisciplinares, atividades artísticas e físicas diárias, laboratórios de ciências e tecnologia, orientação de estudos, acompanhamento pedagógico personalizado e programas de educação em valores e cidadania. Nas ETIs, os alunos recebem seis refeições diárias e utilizam o transporte escolar, garantindo uma jornada educativa completa e integral.

Foram implementadas seis novas ETIs, onde 05 estrategicamente localizadas em zonas rurais e uma na zona urbana, para atender alunos que antes enfrentavam grandes dificuldades de deslocamento. No mesmo período, as ETAs foram ampliadas de 32 para 39 unidades, um aumento significativo da melhoria contínua da educação.

Nas duas modalidades, ETA e ETI, os alunos permanecem das 7h às 17h00, de segunda a sexta-feira, e contam com infraestrutura adequada para garantir um ambiente de aprendizado confortável e seguro. As escolas possuem banheiros com chuveiro, vestiários completos, salas adaptadas e climatizadas, refeitórios adequados e materiais pedagógicos específicos para cada atividade.

A cabeleireira Cláudia Laura do Nascimento passou a trabalhar despreocupada depois que a filha Maria Gabriela Nascimento, 9 anos, ingressou no programa de ETA na EMEB Honorato Pedroso de Barros, no bairro Água Vermelha. Aluna do 4º ano matutino, a turma dela passou a integrar o programa. Há uma fila de espera de pais buscando vagas para os filhos estudarem o dia todo.

“Foi a melhor coisa porque tira o foco da criança de ficar em casa no celular. Aqui ela aprende dança, música, teatro. Minha filha está amando o projeto. Se ela não estivesse na escola no outro período, eu teria que pagar alguém para olhar ela ou teria que levá-la para o trabalho. Hoje em dia não tem como deixar filho sozinho em casa, pois é muito perigoso”, comentou.

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Depois que o filho Eitor Guilherme, 8 anos, do 3º ano também da EMEB Honorato Pedroso de Barros, passou a ficar em período integral, a mãe dele, Franciele Rodrigues do Couto, pode voltar a trabalhar fora. Ela é uma das profissionais contratadas pela escola para atender as crianças, atuando na higienização.

“Antes eu não tinha com quem deixar ele na parte da tarde. Agora posso trabalhar e sei que ele está na escola. Ele gosta muito de música e aqui ele tem oficina para isso. Ele também gosta de jogar bola e chega em casa cansado e sem muito tempo para ficar mexendo em celular”.

A Diretora da EMEB Honorato Pedroso, Marilene Silva, disse que a mudança no comportamento e na aprendizagem dos alunos é muito grande.

“Temos 80 vagas no ETA, inclusive com alunos na lista de espera na nossa escola. Os pais cobram e todos querem participar. Existe muita procura de todos os alunos dentro da escola, os pais vêm, acaba até fazendo matrícula para o regular, já clamando essa matrícula para o ETA. É uma necessidade e mais segurança para que as crianças fiquem na escola o dia todo e os pais possam trabalhar sossegados. Na nossa escola, o ensino integral é oferecido para os alunos maiores, no nosso caso do 4º ano, para que eles não sejam deixados sozinhos em casa por estarem maiores com 9 anos. Os alunos que ficam no programa ETA é realmente porque os pais precisam”.

Escolas Integrais na Zona Rural – Nas comunidades rurais de Praia Grande, Limpo Grande, Formigueiro, Sadia 1 e 2 e na escola municipal do bairro Novo Mundo, as crianças são atendidas pelo programa Escola em Tempo Integral (ETI), em que são aportados recursos do Governo Federal e do município para manter os alunos o dia todo na escola. E as atividades de contraturno são curriculares, ou seja, o período além do horário escolar é para reforço das matérias constantes no próprio currículo escolar.

Por unanimidade, os pais da EMEB Maria de Lourdes Toledo, na Praia Grande, aprovaram que a escola funcionasse em dois períodos. O ônibus escolar entrega as crianças às 6h30 e depois as levam para a casa, a partir das 17 horas.

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Mãe de Maria Clara, do 5º ano, Elizângela de Moura Oliveira Moraes disse que a rotina da casa mudou, mas para melhor, além dela e do esposo ficarem mais tranquilos sabendo que a filha não fica mais sozinha em casa. Como moram em uma casa no quintal da sogra, Elizângela e o marido saíam para trabalhar deixando a filha sozinha, dormindo, e a avó idosa era quem olharia pela menina.

“Quando ela estudava apenas meio período, eu saía de casa com aquela preocupação de saber se ia dar tempo de ela pegar o ônibus meio-dia, às vezes ela acordava 11 horas e ia se arrumar. Depois que foi avisado que iria ser o dia inteiro, isso tranquilizou tanto a mim quanto o meu esposo, porque sabemos que a gente já a deixa no ônibus para ir para a escola, e de tarde o ônibus deixa em casa. Vejo a evolução dela. Agora a gente trabalha em paz, porque sabemos que ela está na escola, está bem cuidada e tem atividades a mais para o desenvolvimento dela”.

Maria Clara aprendeu na escola a cultivar uma horta, passou a se alimentar com mais folhas e legumes e levou para casa as lições aprendidas. A menina passou a cultivar uma horta no quintal de casa, para que a família possa comer as hortaliças plantadas por ela.

O coordenador das ETAs e ETIs em Várzea Grande, Paulo Chimello, destaca que com a implementação de políticas educacionais inovadoras e a constante ampliação de infraestrutura e recursos, Várzea Grande mostra que é possível transformar a educação pública e oferecer oportunidades reais de crescimento e desenvolvimento para todos os estudantes. “Estamos pensando no futuro, com impacto na segurança pública, pois as crianças não estarão em vulnerabilidade nas ruas ou mesmo ficando horas nos celulares”.

Paulo Chimello também pontua que “são programas fundamentais para a melhora na educação. Temos uma demanda muito grande pelas escolas integrais porque esse programa traz vários benefícios para a comunidade. Nas ETAs, os pais que optam que o filho estude ou não em período integral. Temos uma escola que tem 60 alunos, outras 100. Já nas ETIs, todos os alunos ficam na escola, não é opcional, é obrigatório”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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