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Servidoras do Pronto-Socorro passam por momento de cuidado, acolhimento e conscientização

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Evento reforçou a importância de olhar para si, mesmo dentro de um ambiente em que o cuidado com o outro é prioridade

O Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) celebrou o Outubro Rosa com dois dias de atividades especiais voltadas às mulheres, as servidoras que atuam na unidade hospitalar. O evento, promovido pela direção do hospital, foi marcado por momentos de aprendizado, autocuidado e confraternização, reunindo servidoras de diferentes setores – da enfermagem à limpeza – em um ambiente de carinho e valorização.

As manhãs foram regadas a um café da manhã especial, palestras informativas sobre prevenção ao câncer de mama e de colo de útero, orientações de saúde e atendimentos realizados pela equipe da Atenção Primária à Saúde. Durante a ação, as servidoras puderam realizar testes rápidos, aferir a glicemia e a pressão arterial, além de passar por consulta médica com encaminhamento para exames de mamografia e coleta do exame preventivo (CCO).

Houve ainda momentos de descontração, com sessões de fotos, entrega de mimos e abraços calorosos, reforçando a importância de olhar para si, mesmo dentro de um ambiente em que o cuidado com o outro é prioridade.

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A superintendente assistencial do HPSMVG, Marciana Gomes, abriu oficialmente o evento e destacou a importância da ação para as servidoras.

“Desejamos que cada mulher da nossa unidade — enfermeiras, técnicas, auxiliares, equipe de limpeza – pudesse aproveitar esses dias de forma leve e consciente. Esse momento foi preparado especialmente para elas, com muito carinho e responsabilidade”, enfatizou.

Já a superintendente administrativa da unidade, Marcela Queiroz, reforçou o simbolismo do evento como uma oportunidade de retribuir o cuidado.

“Aqui, todas cuidam de alguém, acolhem e amparam. E esse evento é um convite para que elas também se cuidem. É um gesto de amor próprio e de reconhecimento pelo trabalho que realizam todos os dias”, destacou.

Entre as participantes, a servidora da Sala Amarela, Pâmela Camila Lamel, de 31 anos, expressou o sentimento de gratidão.

“Nós estamos sempre cuidando dos outros, e às vezes esquecemos de olhar para nós mesmas. Esse evento foi uma grande oportunidade para lembrar que também precisamos nos cuidar”, disse.

Um desses exemplos de que o cuidado salva vidas vem da técnica de enfermagem Marlene Francisca da Silva, que há seis anos atua na UTI Adulto do HPSMVG. Foi justamente em uma ação como essa – do Outubro Rosa do ano passado – que ela descobriu o câncer de colo do útero.

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“Se eu não tivesse participado daquela ação, talvez não tivesse descoberto a tempo, até porque eu não tinha sintomas algum. Fiz todo o tratamento e hoje, graças a Deus, estou curada. Sigo fazendo meus exames de prevenção todos os anos. Esse evento representa muito pra mim, porque me deu uma nova chance de vida”, contou emocionada.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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