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Conselho de Turismo de Várzea Grande aprova plano de trabalho 2026 e define ações estratégicas para o setor

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O Conselho Municipal de Turismo de Várzea Grande (COMTUR/VG) aprovou, por unanimidade, o plano de trabalho para o ano de 2026 durante reunião ordinária realizada no último dia 10 de abril, na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo. O encontro marcou a primeira reunião do ano e reuniu representantes do poder público, iniciativa privada e entidades da sociedade civil para discutir estratégias de fortalecimento do turismo local.

A presidente do conselho e secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande, Fabyane Nagazawa, destaca a importância da participação coletiva na construção das políticas públicas para o setor. “Precisamos pensar Várzea Grande como destino turístico, valorizando nossos atrativos, nossa história e nossa posição estratégica, especialmente por sermos porta de entrada do Estado”, afirmou.

Ela também ressaltou que o conselho é um espaço essencial para o planejamento conjunto. “As reuniões servem para elaborar ações e estratégias que promovam o desenvolvimento econômico e a prosperidade dos negócios locais”, completou.

Plano atende exigências do Ministério do Turismo – Durante a reunião, o conselheiro e secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande, Edu Sá, apresentou o plano de trabalho, elaborado em conformidade com novas exigências do Ministério do Turismo para permanência no Mapa do Turismo Brasileiro.

Segundo ele, a proposta estabelece metas de curto, médio e longo prazo, com foco na organização da governança, qualificação profissional e promoção do destino. “Hoje há uma exigência maior de qualidade. Não basta estar no mapa, é preciso planejamento estruturado e ações concretas para justificar essa presença”, explicou.

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Entre os principais objetivos estão o fortalecimento da governança do turismo, a capacitação de profissionais, o incentivo ao turismo de base comunitária e a criação de roteiros turísticos.

Formalização ainda é desafio – Um dos principais pontos debatidos pelos conselheiros foi a dificuldade de formalização de pequenos empreendedores do setor turístico.

O presidente da ACTB, Juliano Barros, destacou que, apesar do sucesso de iniciativas de qualificação, muitos profissionais ainda resistem à formalização. “O curso de Condutores de Pesca foi um sucesso, mas o maior desafio continua sendo fazer com que esses trabalhadores se formalizem. Muitos têm receio, principalmente por questões relacionadas a benefícios sociais”, pontuou.

O tema também foi abordado pelo representante da OAB/VG, Aécio Castro Oliveira, que chamou atenção para o impacto previdenciário. “Muitas vezes, a pessoa deixa de se formalizar por medo de perder benefícios do INSS. Para quem vive com renda limitada, a prioridade é garantir o sustento imediato”, explicou.

Diante disso, a presidente do conselho sugeriu a realização de ações educativas. “Podemos trabalhar em materiais orientativos e capacitações que mostrem os benefícios da formalização”, afirmou Fabyane.

Novos projetos e ações para 2026

Além da aprovação do plano, o conselho discutiu uma série de iniciativas para o desenvolvimento do turismo no município. Entre os destaques está a ampliação do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) no aeroporto, que agora conta com tablets para tradução de idiomas e coleta de dados dos visitantes.

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Também foram apresentados novos projetos de qualificação profissional, como cursos na área de produção de conteúdo digital, além da proposta de criação de roteiros turísticos, incluindo city tours diurnos e noturnos.

Na área de infraestrutura, o município prevê a atualização da sinalização turística, que não recebe melhorias desde a Copa do Mundo de 2014. Outra iniciativa é a elaboração de cartilhas educativas sobre turismo consciente e inclusão de turistas neurodivergentes, além de ações voltadas ao turismo pedagógico nas escolas.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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