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Sábado foi de agenda externa com visitas às principais obras em andamento

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Série de projetos estratégicos está colocando fim à espera de décadas de várias comunidades em Várzea Grande. Parceria e vontade de trabalhar pelo coletivo estão fazendo a diferença a partir de agora

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, o vice-prefeito Tião da Zaeli – ambos do PL – o secretário de Viação e Obras, Celso Pereira, e a secretária-adjunta Regiane Froes, acompanharam, neste sábado (26), o andamento das principais obras em execução em diferentes regiões do Município. A agenda externa contemplou projetos que visam melhorar a mobilidade urbana, garantir mais segurança e qualidade de vida à população.

O primeiro local visitado foi a travessia do bairro 23 de Setembro, que está recebendo melhorias na infraestrutura para facilitar o tráfego de veículos e pedestres. Na sequência, a comitiva esteve na área onde será iniciada, nos próximos dias, a obra de contenção de erosão no bairro Costa Verde, uma intervenção emergencial aguardada pela comunidade local.

A equipe também acompanhou as obras de construção da nova ponte no bairro Monte Castelo, que substituirá a antiga estrutura de madeira, por uma ponte de concreto. A intervenção beneficia diretamente moradores do Monte Castelo e da Vila Operária, além de outros bairros que utilizam a travessia diariamente.

A visita seguiu pela rua Várzea Grande, localizada no bairro Parque Del Rey. O trecho, que antes recebia apenas ações paliativas, está passando por obras definitivas: com implantação de pavimentação asfáltica, drenagem, meio-fio, sarjeta e sinalização viária.

No bairro Capão do Pequi, foram vistoriadas as obras de pavimentação em 1.300 metros de via. O trabalho inclui ainda a construção de bocas de lobo e outras melhorias urbanas para garantir a segurança e o conforto dos moradores.

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Durante a agenda, a prefeita Flávia Moretti destacou o comprometimento da gestão com a entrega de obras estruturantes e definitivas: “Hoje foi um dia de acompanhamento do andamento das principais obras dentro da nossa gestão. São intervenções de infraestrutura necessárias, como a ponte do Monte Castelo, até então menosprezada e que agora será de concreto. Essa obras edificante conta com a parceria do governo do Estado na doação das aduelas. Também estivemos no 23 de Setembro, no Capão do Pequi e no Portal da Amazônia, onde resolvemos problemas antigos de alagamento com drenagem adequada. Nossa gestão visa entregar obras completas e eficientes. E isso é só o começo”, afirmou.

O secretário de Viação e Obras, Celso Pereira, explicou que o foco é oferecer soluções duradouras, com atenção especial à qualidade dos serviços: “A determinação é acompanhar as obras de perto e entregar qualidade. Não estamos mais fazendo intervenções provisórias. Isso ficou no passado! Em alguns trechos, como no Parque Del Rey, foi necessário refazer toda a drenagem, ampliar a capacidade das bocas de lobo e aplicar nova base e pavimento. A obra ali é 100% com recursos próprios, mesmo com limitações financeiras. Estamos mapeando os pontos críticos para projetos sólidos nos próximos anos”, detalhou.

O vice-prefeito Tião da Zaeli também ressaltou a importância de acelerar as obras antes do período chuvoso: “Temos obras urgentes que precisam ser executadas com celeridade. Nosso compromisso é minimizar os transtornos e garantir dignidade à população. Estamos atuando em pontos estratégicos, como 23 de Setembro, Parque Del Rey, Paiaguás, Monte Castelo e Centro Tecnológico”, pontuou.

As obras contam com acompanhamento técnico constante da equipe de engenheiros e fiscais da Secretaria de Obras, o que garante controle de qualidade em cada etapa dos serviços.

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Moradores também acompanharam a visita e relataram a importância das melhorias. No Monte Castelo, o presidente do bairro destacou que a nova ponte representa segurança e mobilidade para toda a região: “Antes era uma ponte de madeira, agora temos uma estrutura firme. Muitas crianças precisam passar por aqui para ir à escola. Agora, com essa ponte nova, é só alegria para a comunidade”, disse.

No Capão do Pequi, o morador José de Arruda, de 75 anos, que vive na região desde 1959, relatou a emoção de ver a rua finalmente asfaltada após décadas de sonhos. “Sempre sonhei com isso, mas achava que não ia ver, que isso não ia acontecer, pois não passava de promessas. Agora estou feliz. O asfalto chegou e melhorou nossa vida. Estou acompanhando cada passo da obra.”

A filha dele, Gisele Alves de Arruda, também celebrou a conquista: “Temos mais de 40 anos de espera. O asfalto trouxe dignidade para nossa família e nossos vizinhos. Só temos a agradecer.”

Já a moradora Andrelina de Arruda, que vive há mais de 60 anos no bairro, compartilhou o sentimento da comunidade: “A gente sofria com poeira e buracos. Agora temos uma rua asfaltada e segura.”

As visitas técnicas fazem parte do cronograma de acompanhamento in loco das obras em andamento na cidade. A Prefeitura segue atuando para resolver demandas históricas e garantir avanços estruturais em diversos bairros de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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