VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande intensifica ações no Dia Nacional de Combate ao Fumo
VÁRZEA GRANDE
Unidades de saúde realizam atividades de conscientização e oferecem apoio gratuito para quem deseja parar de fumar
Amanhã, dia 29 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, uma data que vai além da conscientização: é um convite à mudança de hábitos e ao cuidado com a saúde. Instituído pelo Ministério da Saúde e coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), o dia tem como objetivo alertar sobre os riscos do tabagismo e incentivar quem fuma a buscar ajuda para abandonar o vício.
Em Várzea Grande, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, preparou uma série de ações nas unidades de saúde para marcar a data. Cada equipe vai trabalhar com atividades próprias, como palestras, rodas de conversa, dinâmicas em grupo e orientações sobre os riscos do cigarro. Além disso, os profissionais de saúde vão divulgar os grupos de tratamento para cessação do tabagismo, que já funcionam de forma permanente no Município.
Segundo a secretária de Saúde, Deisi Bocalon, o objetivo é acolher, orientar e oferecer tratamento gratuito para quem deseja abandonar o cigarro: “Sabemos o quanto pode ser difícil parar de fumar, mas ninguém precisa enfrentar esse desafio sozinho. As nossas unidades oferecem acompanhamento completo, com profissionais capacitados, grupos de apoio e até medicamentos para ajudar nesse processo. Cada pessoa que decide dar esse passo conta com uma rede de cuidado pronta para acolhê-la.”
O TABAGISMO E SEUS IMPACTOS – De acordo com o Ministério da Saúde, o tabagismo é uma das principais causas de morte evitável no Brasil, responsável por cerca de 200 mil óbitos todos os anos. A fumaça do cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas, e está associada a doenças cardíacas, respiratórias e diversos tipos de câncer.
Mas não são apenas os fumantes que sofrem. O fumo passivo também traz sérios riscos à saúde de quem convive com fumantes, aumentando as chances de problemas pulmonares, crises de asma e até complicações em bebês e crianças.
A boa notícia é que, ao parar de fumar, os benefícios para o corpo começam quase imediatamente:
• Em 20 minutos, a pressão arterial volta ao normal
• Em 24 horas, o risco de um ataque cardíaco já diminui
• Em 2 a 12 semanas, há melhora significativa na circulação sanguínea e na capacidade pulmonar
• Após um ano, o risco de doenças cardíacas cai pela metade
Tratamento gratuito em Várzea Grande – Para quem deseja dar o primeiro passo, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza grupos de tabagismo em diversas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nestes grupos, os pacientes participam de encontros semanais, recebem acompanhamento com psicólogos, enfermeiros, médicos e tem acesso gratuito a medicamentos que auxiliam no processo de parar de fumar.
Em Várzea Grande, os grupos estão disponíveis nas seguintes unidades:
• Água Limpa
• Água Vermelha
• Aurélia Curvo
• Nossa Senhora da Guia
• Unipark
• Cohab Cristo Rei
• Parque do Lago
• Vila Artur
• Cabo Michel
• Santa Izabel
• Construmat
• Ouro Verde
• 24 de Dezembro
• Glória
• Manga
• Eldorado
• Manaíra
• Marajoara
Além do tratamento, as equipes realizam um trabalho de acolhimento e motivação, ajudando os pacientes a lidar com a abstinência e a identificar os gatilhos emocionais que os levam ao cigarro.
HISTÓRIAS QUE INSPIRAM – Muitos moradores de Várzea Grande já conseguiram largar o cigarro com o apoio das equipes de saúde. É o caso de José Silva, de 52 anos, que fumava há mais de duas décadas e hoje comemora dois anos sem fumar.
“Eu tentei parar várias vezes sozinho, mas não conseguia. Foi no grupo da unidade do Cohab Cristo Rei que encontrei força e apoio. Não foi fácil, mas hoje eu respiro melhor, tenho mais disposição e a minha saúde melhorou muito.”
Esses relatos mostram que, com acompanhamento, apoio e determinação, é possível mudar de vida.
UM CONVITE AO CUIDADO – A coordenadora do programa de combate ao tabagismo do munícipe, Roseli Alves, reforça o convite para que os moradores de Várzea Grande participem das atividades do Dia Nacional de Combate ao Fumo e conheçam os serviços disponíveis nas unidades de saúde.
“Cada passo em direção a uma vida sem cigarro é uma vitória. Nossa equipe está preparada para caminhar junto com cada pessoa que decidir abandonar o tabaco. O cuidado começa com a informação, mas se fortalece no acolhimento e no tratamento”, destaca Roseli.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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