VÁRZEA GRANDE
Relatório do Projeto Fortalecer aponta atendimento de 553 famílias em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis recebeu em seu gabinete no início desta semana, a visita do Promotor de Justiça, Dr. Douglas LingiardiStraschicini, coordenador geral do Projeto Fortalecer que apresentou ao secretário o Relatório das atividades desenvolvidas pelo projeto durante o ano de 2021.
De acordo com o Promotor, mesmo diante do quadro pandêmico provocado pelo novo Coronavírus, o Projeto Fortalecer atendeu no período de 2021, o total de 553 famílias, realizou 1.401 atendimentos, sendo 1.079 atendimentos remotos e 292 visitas domiciliares, comprovando que esta iniciativa da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Várzea Grande, que é realizada em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, juntamente com a Secretaria de Assistência Social e o centro universitário UNIVAG tem entregado resultados positivos desde de sua criação em 2004.
“Os profissionais a frente do Projeto Fortalecer tiveram que superar várias dificuldades em 2021 para realizar seus trabalhos diante das limitações impostas pela pandemia do Covid-19, mesmo assim, como mostra o Relatório, os resultados foram extremamente positivos e animadores englobando mais de 2 mil pessoas nos atendimentos” comemorou Dr. Douglas.
O secretário Silvio Fidelis lembrou que em pleno ano de pandemia, foi necessária a readequação de metodologias para um sistema remoto de ensino, e/ou híbrido (com atividades virtuais e presenciais obedecendo aos limites de biossegurança), além dos esforços de professores, gestores, estudantes e suas famílias para continuar com o processo de ensino aprendizagem em um contexto adverso e desafiador. “As aulas presenciais foram suspensas e substituídas por aulas e atividades remotas (virtuais), e a partir do 2º semestre de 2021 iniciou o sistema híbrido de ensino (aulas remotas e presenciais com número reduzido de alunos por sala de aula), ficando à família a autonomia de autorizar ou não a participação dos seus filhos nas atividades presenciais” explicou.
Devido a essas mudanças, o Projeto Fortalecer readequou seu fluxo de atendimento para que seu público (escolas/alunos/família) continuasse a ser atendido dentro das recomendações necessárias pertinentes à pandemia. Esse fluxo foi elaborado em 2020 e se manteve no ano de 2021 já que as restrições provocadas pela pandemia permaneceram no decorrer do referido ano. Assim, as principais atividades desenvolvidas foram visitas institucionais, atendimentos e orientações à família e à escola (de maneira remota ou presencial), envio de ofícios às famílias/atendimento domiciliar, encaminhamentos e acompanhamentos.
O Promotor informou ainda que no início de 2021, o Projeto Fortalecer encaminhou e realizou contatos com os gestores das EMEB’s para orientações sobre os atendimentos realizados durante o ano de referência e o preenchimento dos instrumentais para encaminhamento dos alunos em infrequência, abandono ou evasão. “No período anterior à pandemia a instituição de ensino era orientada encaminhar ao projeto o aluno com 3 faltas consecutivas e 5 faltas alternadas (ensino fundamental) e 6 faltas consecutivas e 10 alternadas (educação infantil), sem justificativa, tendo em vista as tentativas mal sucedidas de contatos anteriores da gestão escolar com a família. Nesse ano de 2021, foram recebidos encaminhamentos dos alunos, independente do número de faltas, já que se mostrou inviável a tentativa do levantamento e do registro da frequência nas EMEB’s pela própria dinamicidade da participação nas aulas remotas e/ou presenciais” relatou.
O Projeto Fortalecer integra a Rede Protege – Articulação intersetorial da Infância e Adolescência de Várzea Grande, instituído pela 2ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Várzea Grande, Rede de Territórios Educativos, Coordenação do Curso de Serviço Social do UNIVAG, ao longo de 17 anos vem atuando na rede pública do município nas causas que intensificam a infrequência, para minimizar a evasão escolar, apresentando como estratégia o fortalecimento da participação das famílias no acompanhamento da vida escolar dos seus filhos, a articulação para ação intersetorial entre as políticas de educação, assistência social e outras políticas setoriais sensibilizando toda a comunidade escolar em prol da entrada e permanência das crianças e adolescentes na escola.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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