VÁRZEA GRANDE
Programa de resistência às drogas inicia ações nas escolas da rede municipal de ensino
VÁRZEA GRANDE
Três escolas da rede municipal de Várzea Grande estão sendo atendidas neste primeiro semestre pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – Proerd. As aulas na última semana na EMEB Abdala José de Almeida, no bairro São Mateus.
O Programa desenvolvido pela Polícia Militar nas escolas em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, conta este ano com a participação dos instrutores: Sargento da PM Edson Romoaldo Sousa da Silva, Cabo da PM Carlos Rodrigues de Souza e Sargento da PM Edinaldo Pereira Ferreira.
De acordo com o coordenador do programa junto a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, professor José Vieira, neste primeiro semestre o Proerd vai atender 450 alunos das escolas municipais de educação básica: Abdala José de Almeida, Deputado Ary Leite de Campos e Joaquim da Cruz Coelho.
“O objetivo do Proerd é treinar as nossas crianças a permanecerem longe das drogas e da violência. As escolas contempladas serão beneficiadas com dez aulas do programa e a realização de uma formatura para a entrega de certificados, prêmios e camisetas. O Proerd trabalha com o currículo sócio emocional com foco na valorização da vida, a cidadania, a emoção e o relacionamento do aluno com a escola e a sociedade” explicou o coordenador.
Segundo os instrutores do programa, os alunos que participarão do Proerd são do 5° ano do Ensino Fundamental, que tem em média a idade de 10 a 11 anos. Na formatura do Proerd temos a participação dos familiares, equipe pedagógica, equipe gestora e convidados da comunidade local que fortalecem a importância da vida escolar de nossas crianças.
O Proerd desenvolve o policiamento comunitário, especializado, ostensivo e pedagógico na comunidade escolar, aproximando a comunidade da polícia, visando um trabalho em conjunto para prevenção contra as drogas. A parceria entre a prefeitura e a Polícia Militar impacta positivamente o ambiente escolar, tornando a escola e o entorno mais seguros para as comunidades escolares.
O secretário Silvio Fidelis destacou que nas escolas que o Proerd atua no município de Várzea Grande é possível avaliar uma mudança significativa no comportamento dos estudantes. O policial militar atua como um referencial na vida dos estudantes. “Neste semestre estão sendo atendidas 3 escolas da rede municipal de Várzea Grande. A parceria entre Policia Militar e Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer segue em 2024 formando jovens mais conscientes para a vida, evitando as drogas, a violência e garantindo uma educação de qualidade no município de Várzea Grande” reforçou.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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