VÁRZEA GRANDE
Crianças participam de roda de conversa e debatem sobre o Dia da Consciência Negra
VÁRZEA GRANDE
Valorizar e respeitar as diferenças entre as pessoas. Este foi tema da roda de conversa durante as atividades realizadas por crianças e adolescentes que participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), do bairro Vila Arthur.
No dia 20 de novembro, foi comemorado o Dia da Consciência Negra e os integrantes da unidade social tiveram um dia marcado por contos e histórias de um um dos maiores líderes quilombola do Brasil, Zumbi dos Palmares.
Como explica a orientadora social, Renita Barros é preciso ensinar as crianças sobre fatos que marcaram a nossa história, porém a informação deve ser feita de forma lúdica, sem perder a importância da data comemorativa. “Dessa forma eles aprendem e memorizam com mais facilidade, contribuindo para a melhora no rendimento escolar, uma vez que os nossos encontros acontecem no contraturno escolar”.
Além de ler histórias para as crianças, a orientadora social estimula a leitura. “Muitos deles durante o encontro acabam buscaste interagir por meio de leituras e outras atividades realizadas durante a nossa reunião semanal”.
Nos polos Marajoara e Jardim Paula II as crianças e adolescentes também tiveram orientações sobre o racismo, e a importância do Dia da Consciência Negra. A orientadora social, Jucineide, trabalhou o tema com rodas de conversas e brincadeiras em grupos para que os participantes possam atuar em conjunto e de forma compartilhada.
MUDANÇA DE TEMA: Uma das datas mais esperadas do ano, o Natal, está chegando e, as crianças e adolescentes que participam dos Serviços e Convivência e Fortalecimento de Vínculos já estão entrando no clima. Alguns polos já começam a trabalhar esse tema. Os participantes dos polos Figurinha e Jardim Esmeralda já deram início às atividades.
A reutilização de materiais recicláveis, como papelão, garrafas pet e tampinhas estão sendo utilizados para a construção de painel e árvores de natal. O trabalho deve ser concluído nas próximas semanas para a confraternização entre os grupos de cada região.
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira disse que a pasta trabalha com diversos viés, e que o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos apresenta sempre resultados positivos. “É importante destacar o trabalho das orientadoras sociais que atuam na ponta e que têm a responsabilidade de orientar as pessoas em situação de vulnerabilidade social, buscando promover seu bem estar e autonomia. Esses profissionais operam junto às comunidades constituindo um elo familiar”.
A gestora disse ainda que a Proteção Social Básica potencializa a família como unidade de referência, e trabalha para o fortalecimento de vínculos internos e externos, através do protagonismo de seus membros e da oferta de um conjunto de serviços que visam à convivência, a socialização e o acolhimento, em famílias cujos vínculos familiar e comunitário não foram rompidos. “As atividades são realizadas em grupos de modo a garantir aquisições progressivas aos seus usuários, de acordo com o seu ciclo de vida, a fim de complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de risco social”.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
.
Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásVárzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade
-
CUIABÁ6 dias atrásCapacitação fortalece atuação das equipes das UPAs e Policlínica de Cuiabá
-
CUIABÁ6 dias atrásLimpurb realiza quase 32 mil intervenções na iluminação pública de Cuiabá no primeiro semestre de 2026
-
POLÍTICA MT6 dias atrásEscola do Legislativo abre matrículas para cursos gratuitos do segundo semestre
-
CUIABÁ6 dias atrásSaúde Mental de Cuiabá registra quase 30 mil atendimentos e fortalece estrutura dos CAPS
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeitura promove últimas etapas de capacitação para vigilantes patrimoniais
-
CUIABÁ5 dias atrásMato Grosso AgroFestival apresenta programação completa em lançamento oficial nesta segunda
-
CUIABÁ5 dias atrásParque das Águas recebe sistema de monitoramento com 34 câmeras integradas ao Vigia Mais

