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Produtora de Várzea Grande representa agricultura familiar no 1º Festival do Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso

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Ana Lúcia Morais, do Sadia 3, leva novamente o sabor da roça várzea-grandense à competição promovida pelo Sebrae-MT

A produtora da agricultura familiar, Ana Lúcia Morais de Souza, moradora da comunidade São Miguel, no Sadia 3, em Várzea Grande, é uma das representantes do município no 1º Festival do Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso, que está sendo realizado nesta sexta e sábado (24 e 25), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, pelo Sebrae/MT. Esta é a segunda vez que Ana Lúcia participa de uma competição estadual. Na primeira, foi premiada com seus queijos artesanais.

Com mais de dez anos de experiência na produção de queijos, requeijão, manteiga e doces, a produtora conta que o reconhecimento conquistado no concurso anterior fez toda a diferença em sua trajetória.

“Depois do prêmio, minha produção aumentou bastante. Pessoas que ainda não conheciam o meu queijo experimentaram, gostaram e começaram a comprar. Foi um divisor de águas para mim”, conta Ana Lúcia, orgulhosa.

Segundo ela, o diferencial dos produtos está na origem e no cuidado com o leite utilizado.

“Eu só uso leite das minhas vacas. São animais criados aqui, alimentados com o que a gente planta, e ordenhados pelo meu marido, com todo cuidado e higiene. Eu acho que o segredo começa daí. Além disso, faço tudo com muito amor. Eu não fui criada na roça, era cabeleireira, mas decidi mudar de vida. Fiz cursos do Senar, aprendi e me apaixonei pela produção de queijos”, relata.

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A rotina de Ana Lúcia é marcada por dedicação e disciplina. “Começamos o dia cedo, meu marido ordenha as vacas e eu fico responsável pela produção. Cada dia me dedico a um tipo de queijo — trancinha, nozinho, coalho, meia-cura, frescal, requeijão ou doce de leite. Tudo é artesanal, feito por mim”, explica.

A participação em concursos e feiras vem sendo um importante incentivo para os produtores locais, especialmente com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SMDRS). Ana Lúcia participa da Feira FAM – Feira da Família, iniciativa municipal que promove o escoamento da produção local e o contato direto com o público consumidor.

O secretário de Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, destaca o papel da prefeitura em fortalecer o setor. “A Ana Lúcia é um exemplo de superação e de como o apoio técnico e a valorização da agricultura familiar transformam vidas. Quando visitamos sua propriedade, percebemos o potencial e o cuidado no processo produtivo. Desde então, ela vem participando das feiras e conquistando espaço, reconhecimento e mercado”, ressaltou Amorim.

A médica veterinária Kelly Enciso, coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), acompanha de perto o trabalho de Ana Lúcia e outros produtores. “O SIM tem sido fundamental para garantir qualidade e segurança aos produtos locais. No caso da Ana, ela já está em processo para obter o selo de inspeção, o que vai ampliar ainda mais o alcance dos seus queijos. É gratificante ver produtores que acreditam na qualidade e na formalização do seu trabalho”, afirmou.

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Para Ana Lúcia, o festival representa mais do que uma competição: é a oportunidade de mostrar que a agricultura familiar de Várzea Grande tem força, sabor e história.

“Estou nervosa, mas confiante. Participei do nacional em Santa Catarina e agora quero representar bem meu município aqui em Mato Grosso. Tenho fé em Deus e esperança de que vem coisa boa por aí”, conclui.

Durante o 1º Festival do Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso a produtora também aproveita para realizar outros cursos e capacitações.

O resultado da premiação deve ser conhecido ainda neste sábado (25).

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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