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Curso de Microempreendedor Individual está sendo realizado em seis polos de Várzea Grande

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A Prefeitura Municipal de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Assistência Social, vem trabalhando no sentido de impulsionar o empreendedorismo no município, e ao mesmo tempo, estimulando aqueles que queiram se empreender, em um mercado de trabalho de sua preferência.  

Em parceria com Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – IFMT/MT está sendo realizado, o curso de ‘Microempreendedor Individual’, que acontece, de forma simultânea, em seis polos, sendo três unidades instaladas na região do bairro Cristo Rei, uma no Santa Maria, uma na região do Jardim Glória e uma no São Mateus. 

O curso faz parte do  Programa Qualifica Mais Progredir, uma iniciativa do Governo Federal e está sendo desenvolvido em todo o Brasil. Em Mato Grosso, o IFMT é a instituição responsável. Esse programa é integrado ao Programa “Qualifica+VG”, da Prefeitura de Várzea Grande, que tem por objetivo disseminar e promover políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda, por meio da capacitação profissional. O público-alvo são pessoas que recebem o Auxílio Brasil (Bolsa Família) ou que estejam cadastrados no CadÚnico, que tenham concluído o ensino fundamental e 18 anos ou mais de idade.

“Essa é uma oportunidade para aqueles que pretendem empreender, ou mesmo aqueles que pretendem mudar de atividade. Este curso teve bastante aceitação, e o mais interessante, a maior procura foi pelas mulheres . O nosso desejo é que todos aproveitem da melhor forma possível os ensinamentos realizados neste período de aprendizado e que possam de falto colocar em prática o desejo de ter o seu próprio empreendimento”, destacou a titular de Assistência Social, Ana Cristina Vieira.

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A secretária lembrou que a atual administração vem, desde o ano passado, fomentando a geração de emprego e renda, e com a parceria de empresas e instituições não governamentais fazendo a seleção de currículos para preenchimentos de vagas em empresas instaladas no município. 

“Não basta ofertar as vagas de emprego, precisamos capacitar as pessoas para que elas possam desempenhar com qualidade as suas funções, e despertar nelas também esse desejo de empreendedorismo, que pode ser colocado em pratica num futuro próximo, ou se tiver condições de desenvolver uma atividade de imediato. E essa é uma das metas do programa Qualifica + VG”.

O diretor do IFMT, João Beraldo, disse que a parceria com a Secretaria de Assistência Social tem ocorrido de forma satisfatória e que o curso de Microempreendedor Individual vai proporcionar uma mudança de vida daqueles que estão inscritos nesta modalidade. “É um curso com ferramentas digitais, além de conceitos simplificados para formalizações de micro empreendimentos, além de informações quanto a legalização de empresas para quem quer se tornar um microempreendedor individual”. 

Ele disse ainda que foram ofertadas para o município de Várzea Grande 500 vagas. “O curso possui carga horária de 160h, na modalidade presencial, tendo duração de 4 meses. As aulas são realizadas todas as terças, quartas e quintas-feiras, no período noturno, nas escolas vinculadas ao Centros de Referência em Assistência Social, os Cras do município”.

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Moradora do bairro Carrapicho – que compõe a região do grande Cristo Rei – Advania Alves da Silva, trabalha com a venda e entrega de lanches, e quando soube do curso de Microempreendedor Individual viu uma oportunidade de melhorar e ampliar o seu negócio. “Eu já tenho várias ideias em mente e esse curso vai me ajudar a resolver essas questões e me dar de forma mais ampla as diretrizes para que eu possa fomentar ainda mais o meu empreendimento. Tenho muita vontade em crescer e como sei que o curso ensina de um tudo, principalmente com relação a finanças, resolvi fazer essa capacitação, e dessa forma aumentar a minha renda”.

Já a moradora do José Carlos Guimarães, Tamara Nascimento Marques disse que pensa em abrir, juntamente com o seu pai, uma barraca de espetinho no bairro onde mora, e que resolveu fazer o curso para ter conhecimento do setor e da forma legal para se empreender nesta atividade. “O meu desejo é trabalhar no setor de alimentação e me inscrevi neste curso para ter a noção necessário de como me empreender e desse modo, formalizar esse trabalho que será realizado em família”, completou.
 

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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