VÁRZEA GRANDE
Procon VG dá dicas de segurança para o antes e depois das compras
VÁRZEA GRANDE
Data traz forte apelo emocional e que beneficia muito o comércio. No entanto, é preciso evitar ciladas que podem vir das compras por impulso e da pressa, e resultar no comprometimento do presente e do orçamento
O Dia das Mães está chegando, será comemorado no próximo domingo (11), e o Procon de Várzea Grande lança um alerta para as compras de última hora que podem gerar desatenção, por parte consumidor. A pressa pode levar às ciladas.
O Procon de Várzea Grande dá algumas sugestões de como comprar de forma consciente. A pesquisa de preços, com antecedência, pode ser a melhor aliada dos consumidores em épocas de forte apelo comercial, como os Dias das Mães. A pesquisa sobre o presente imaginado vai render uma compra segura e ainda evitar problemas futuros para o consumidor e lojista.
A coordenadora do Procon VG, Carolina Moreira, alerta que mesmo sob o forte apelo comercial do período, os consumidores evitem a “compra por impulso” para que não tenham problemas com a troca do produto, caso seja necessária. “Dependendo da loja, a troca só é efetivada mediante nota fiscal e algumas trocas se dão por falta de qualidade do produto, que poderiam ser evitadas com olhar mais atento, sem impulso e sem pressa”.
Além da compra, o Procon VG chama à atenção dos várzea-grandenses para o pós-compra. “Se a empresa tem política de compra, todas as lojas são obrigadas a fazer a troca quando há defeitos no produto, se está manchada, rasgada ou um par diferente do outro, por exemplo. Agora se o cliente não gostou da cor ou do tamanho é preciso verificar se a loja tem política de troca para essas situações. Ainda sobre compra e venda, cada loja tem os dias permitidos para uma possível troca ou não de mercadorias”, explica Carolina.
Sobre as compras online, via e-commerce, a orientação é diferente, “caso o cliente no dia da entrega da compra não gostar da mercadoria, por qualquer motivo, é devolvido sem mera formalidade podendo despachar o produtor no prazo de até sete dias”, informa a coordenadora.
“Pela lei, não há obrigatoriedade de troca por não gostar do produto, apenas é uma mera liberalidade da empresa, e uma vez que é colocado no contrato, ela é obrigada a cumprir no prazo que foi estabelecido”, completou.
Sempre que possível, é recomendado que o consumidor faça teste na própria loja ou assim que receber a compra, para que não ocorram situações constrangedoras no futuro. O consumidor deve ficar atento de onde está comprando o produto e como está adquirindo o produto.
Carolina orienta ainda que o consumidor deve entrar em contato com o Procon VG quando quiser informações e esclarecimentos sobre prazos, garantias ou ainda algum problema que o gerente da loja não tenha resolvido.
“Todas essas informações garantem que o consumidor faça uma boa escolha de produto, qual a loja para realizar a sua compra, para que fique atento e caso ele seja lesado, terá uma resposta do Procon VG para a tomada de decisão”, ressaltou Carolina.
O ATENDIMENTO – O Procon de Várzea Grande disponibiliza o registro de reclamação e atendimento de dois modos, via online e presencial.
Presencialmente, o consumidor pode vir até a sede do Procon VG, localizada no Paço Municipal, ou ainda na Subprefeitura do Cristo Rei, sempre de segunda à sexta, das 8h até às 14h.
O atendimento online é feito pelo site da prefeitura, por meio do endereço eletrônico, pelo qual o consumidor pode registrar a sua situação.
Há também um telefone de contato: o 3688-8056.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
.
Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásVárzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade
-
CUIABÁ6 dias atrásCapacitação fortalece atuação das equipes das UPAs e Policlínica de Cuiabá
-
CUIABÁ6 dias atrásLimpurb realiza quase 32 mil intervenções na iluminação pública de Cuiabá no primeiro semestre de 2026
-
POLÍTICA MT6 dias atrásEscola do Legislativo abre matrículas para cursos gratuitos do segundo semestre
-
CUIABÁ6 dias atrásSaúde Mental de Cuiabá registra quase 30 mil atendimentos e fortalece estrutura dos CAPS
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeitura promove últimas etapas de capacitação para vigilantes patrimoniais
-
CUIABÁ5 dias atrásMato Grosso AgroFestival apresenta programação completa em lançamento oficial nesta segunda
-
CUIABÁ5 dias atrásParque das Águas recebe sistema de monitoramento com 34 câmeras integradas ao Vigia Mais

