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Prefeitura está orçando custos para início da reforma do telhado do pronto-socorro

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A medida representa um passo importante na recuperação de um hospital que, com mais de 40 anos de funcionamento, enfrenta sérios problemas estruturais, como infiltrações, goteiras, instalações elétricas danificadas e banheiros deteriorados

A prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou a fase de orçamento com empresas especializadas para dar celeridade à execução da reforma do telhado do Pronto-Socorro e Hospital Municipal (PSHMVG). Com recursos garantidos pelo governo do estado, no valor de R$ 11,7 milhões, a obra contempla a recuperação completa do telhado, além da manutenção da parte elétrica e reforma dos banheiros, itens considerados críticos tanto para usuários quanto para equipe técnica da saúde.

Inicialmente, o valor previsto era de R$ 7 milhões, mas após visita do governador do Estado, Mauro Mendes, em abril desse ano, quando ele mesmo subiu no telhado e constatou a precariedade da cobertura do hospital, ele decidiu ampliar o montante. A medida representa um passo importante na recuperação de um hospital que, com mais de 40 anos de funcionamento, enfrenta sérios problemas estruturais, como infiltrações, goteiras, instalações elétricas danificadas e banheiros deteriorados. Ainda assim, é a unidade referência e de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência em todo o estado.

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“Essa é mais uma ação estruturante dessa gestão que está priorizando a saúde municipal e vem, com sucesso, buscando parcerias e o governo do estado tem sido um grande aliado”, pontuou a prefeita Flávia Moretti (PL).

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a atual gestão tem atuado com responsabilidade e planejamento diante da realidade estrutural do hospital, que hoje funciona em sistema de porta aberta e atende pacientes de toda a baixada cuiabana, não apenas os munícipes de Várzea Grande. “Essa reforma vai melhorar significativamente o ambiente interno do hospital, tanto para os profissionais quanto para os pacientes. Mas sabemos que o ideal seria uma nova unidade hospitalar, à altura do que a população de Várzea Grande merece. A construção de um novo hospital demanda uma força-tarefa que envolva vereadores, deputados, senadores e o governo federal, além de um investimento muito alto e tempo para execução. Enquanto isso, estamos reestruturando o que temos com responsabilidade, compromisso e seriedade”, afirma a secretária.

Deisi ressalta que, paralelamente ao recebimento do recurso, a Secretaria Municipal de Saúde já iniciou a fase de orçamentos com empresas especializadas, com o objetivo de dar celeridade à execução da obra. “Estamos trabalhando com agilidade para iniciar a reforma o quanto antes. Cada dia é importante para garantir mais dignidade a quem procura atendimento no Pronto-Socorro”, acrescenta.

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Mesmo com todas as limitações físicas, a atual administração tem promovido melhorias na unidade. Nos últimos meses, foram adquiridas novas poltronas para uso em tratamentos medicamentosos, substituídos leitos antigos por modelos automatizados e iniciadas ações de redução da fila ortopédica, uma das mais desafiadoras da unidade.

“Estamos cuidando da estrutura atual sem deixar de planejar o futuro. Essa ampliação do repasse feita pelo Governo do Estado demonstra que, com diálogo e articulação, conseguimos conquistar melhorias reais para o nosso sistema de saúde”, pontou a prefeita.

As obras de reforma no hospital serão executadas com planejamento para evitar a interrupção dos atendimentos, preservando o funcionamento da unidade durante todo o processo.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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