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Prefeitura de Várzea Grande realiza diagnóstico rural para fortalecer a agricultura familiar

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), está realizando um levantamento detalhado da agricultura familiar em todo o território rural do município. O objetivo é claro: entender, com dados reais e atualizados, o que está sendo produzido no campo, por quem, em que condições e com que estrutura – para que políticas públicas possam ser construídas com base na realidade e não em suposições.

A ação é da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural da SEMMADRS. Segundo o coordenador Leandro Luiz da Silva, “a iniciativa vai além de um simples levantamento. Estamos fazendo um verdadeiro censo rural, visitando propriedade por propriedade, conversando com os produtores e registrando cada detalhe da produção familiar”.

Entre os dados levantados estão: áreas cultivadas, número de animais, tipos de produção, estrutura física das propriedades (como existência de curral, galinheiro, poços ou acesso à água para irrigação), abastecimento de água, além de informações sobre o número de membros da família envolvidos na produção.

De acordo com o secretário Ricardo Amorim, “é impossível fazer política pública de verdade sem saber a realidade no campo. Precisamos saber o que o produtor está cultivando hoje, se tem água, se tem estrutura, se está conseguindo vender. Só assim poderemos ajudar de fato”.

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O último levantamento rural foi feito em 2022, e, segundo dados da Coordenadoria, muita coisa pode ter mudado desde então. Há indícios de aumento no número de produtores, mas também de abandono das atividades por parte das novas gerações.

“Temos um problema sério: muitos filhos de produtores não veem perspectiva no campo e saem em busca de oportunidades na cidade. O resultado é que a agricultura familiar envelhece e corre risco de desaparecer. Por outro lado, onde os filhos permanecem e se envolvem na atividade, vemos propriedades prosperando”, destaca Leandro.

O novo diagnóstico cobre os três grandes projetos de assentamento rural de Várzea Grande – Sadia I, Sadia III e Dorcelina Folador – e também todas as demais comunidades e regiões agrícolas do município, como Rio dos Peixes, Espinheiro, São José da Vista Alegre, Capão das Antas (cuja parte das famílias está localizada em Nossa Senhora do Livramento), Umuarama, Carrapicho, Limpo Grande, Formigueiro, Fazendinha, Passagem da Conceição, Manto Verde, Mata Grande, Capão Grande, Praia Grande e Bom Sucesso (onde atuam pescadores ligados à Colônia Z7), Parque da Boa Vista, Engordador, Souza Lima, Capão do Pequi, Pai André e Santana.

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Em 2022, foram identificadas 1.787 famílias vivendo da agricultura familiar nessas regiões, mas esse número pode ter mudado significativamente. Por isso, o diagnóstico atual será fundamental para atualizar os dados e estabelecer uma base sólida para o planejamento de políticas públicas.

Com esse novo diagnóstico, a gestão municipal quer ir além do assistencialismo e formular políticas públicas voltadas ao fortalecimento do pequeno produtor, com foco em tecnologia, irrigação, regularização fundiária, comercialização e sucessão familiar no campo. A expectativa da Secretaria é concluir o levantamento até o final do ano, com a criação de um banco de dados atualizado que possa ser usado para direcionar recursos, programas e investimentos com mais precisão.

“A política rural precisa ser moderna, técnica e eficaz conforme orientação da nossa prefeita Flávia Moretti e do vice Tião da Zaeli, ambos querem impulsionar o pequeno produtor com apoio concreto para produzir mais e melhor. Nós vamos entregar isso”, garantiu o secretário Ricardo Amorim.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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