VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande participa da FIT Pantanal 2026 com turismo, cultura e economia criativa
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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, participa da 33ª edição da FIT Pantanal 2026, considerada a maior feira de turismo do Centro-Oeste. O evento será realizado entre os dias 3 e 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, com entrada gratuita ao público.
A feira contará com mais de 300 expositores, além de rodadas de negócios, atrações culturais, agricultura familiar, gastronomia e artesanato regional. Várzea Grande estará entre os municípios participantes levando ao público um pouco das potencialidades turísticas e culturais da cidade.
No estande do município, os visitantes poderão conhecer atrativos ligados à tradicional Rota do Peixe, ao artesanato local, à agricultura familiar, à culinária regional e às manifestações culturais dos grupos de dança. O município também destacará sua importância estratégica como porta de entrada de Mato Grosso, por sediar o Aeroporto Internacional Marechal Rondon.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagasawa, destaca a importância da participação de Várzea Grande na feira para fortalecer o turismo regional e fomentar a economia local.
“Participar da FIT Pantanal é uma oportunidade de mostrar a força cultural, econômica e turística de Várzea Grande. Estamos levando nossas tradições, nossa gastronomia, nossos artesãos e tudo aquilo que representa a identidade do nosso município. É um espaço importante para fortalecer o turismo e gerar oportunidades para nossa população”, afirmou a secretária.
E, o secretário adjunto da pasta, Edu Sá, ressaltou a expectativa positiva para esta edição da feira.
“Queremos repetir o sucesso do ano passado, quando tivemos uma grande participação do público no estande de Várzea Grande. A FIT Pantanal é uma vitrine importante para apresentar o potencial turístico da cidade e fortalecer as parcerias para o desenvolvimento do setor”, disse.
A abertura oficial da FIT Pantanal 2026 será realizada na quarta-feira (3), às 17h. O estande de Várzea Grande estará aberto para visitação nos dias 3, 4 e 5 de junho, das 17h às 22h, e nos dias 6 e 7 de junho, das 15h às 22h.
Programação cultural – A programação cultural contará com apresentações de grupos regionais de Várzea Grande:
• 04/06 – 19h15: Grupo Encantos da Serra
• 05/06 – 19h15: Grupo Primos e Primas
• 06/06 – 20h30: Grupo Arara Azul
• 07/06 – 20h30: Grupo Estrela Guia AMFMT
Além da programação cultural, Várzea Grande também marcará presença nas atividades técnicas da feira.
No dia 4 de junho, das 8h às 12h, no Auditório Flores – Piso Terra, representantes do município participam da Aldeia do Conhecimento FIT 2026, com o Programa de Regionalização do Turismo – IGR’s/MT e da Oficina Prioritária de Demandas do Programa de Regionalização do Turismo de Mato Grosso.
Ainda no dia 4, das 14h às 17h, Várzea Grande integra o Painel de Experiência no Programa de Regionalização do Turismo de Mato Grosso – IGR’s/MT.
Já no dia 5 de junho, das 14h às 17h, no Auditório dos Minerais, o município participa do painel “Economia Criativa e Turismo – Uma proposta para o Turismo de Experiência de Mato Grosso”.
Também no dia 5, das 14h30 às 16h, haverá apresentação de cases da TECE ARTE – Associação das Redeiras de Limpo Grande, com o tema “Artesanato tradicional e turismo como desenvolvimento sustentável”. A apresentação será conduzida por Jilaine Maria, presidente da associação.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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