VÁRZEA GRANDE
Prefeitura dá início à Campanha Novembro Azul com mutirão de consultas e exames para homens
VÁRZEA GRANDE
A prefeita Flávia Moretti destacou a importância da campanha e reforçou a necessidade de os homens superarem o medo e o preconceito de procurar atendimento médico. Em seu discurso, ela compartilhou uma experiência pessoal
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, deu início à Campanha Novembro Azul, com o objetivo de conscientizar os homens sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. O lançamento foi realizado, hoje (7), na FEB Saúde, unidade prestadora de serviços contratada pelo Município para a oferta de consultas com urologista e exames de ultrassonografia de próstata.
O evento contou com a presença da prefeita Flávia Moretti (PL), da secretária municipal de Saúde Deisi Bocalon, dos vereadores, Alessandro Moreira e do enfermeiro Emerson e profissionais da rede municipal de saúde, representantes da AAPOC (Associação de Apoio aos Pacientes Oncológicos de Cuiabá) e da direção da FEB Saúde. Somente durante a manhã, foram encaminhados 170 consultas e exames, todos devidamente autorizados pela Regulação Municipal.
A prefeita Flávia Moretti destacou a importância da campanha e reforçou a necessidade de os homens superarem o medo e o preconceito de procurar atendimento médico. Em seu discurso, ela compartilhou uma experiência pessoal.
“Meu pai faleceu em decorrência de um câncer, e desde então eu percebo o quanto os homens têm dificuldade em se cuidar, de ir ao médico, de fazer seus exames de rotina. Quando o diagnóstico é precoce, as chances de cura chegam a 90%. Por isso, reforço o apelo para que todos os homens, pelo menos uma vez ao ano, procurem o urologista. Cuidar da saúde é um ato de amor à vida”, afirmou.
A secretária municipal de Saúde Deisi Bocalom, ressaltou que o medo e o preconceito ainda são barreiras no enfrentamento à doença.
“Infelizmente, muitos homens resistem em procurar o médico, e quando o fazem, já estão em um estágio avançado. O exame não deve ser visto como tabu, mas como um gesto de coragem e responsabilidade com a própria vida”, enfatizou.
Ela explicou que o rastreamento do câncer de próstata se inicia com a consulta com o urologista, seguida pelo exame de sangue PSA, que avalia a dosagem da enzima produzida pela próstata, e, se necessário, pelo exame de ultrassonografia e o toque retal, sempre conforme a orientação médica.
UNIÃO – A ação faz parte de uma estratégia da Prefeitura em conjunto com o Consórcio Intermunicipal do Vale do Rio Cuiabá (CISVARC) e do governo do Estado por meio do Programa Fila Zero, que tem acelerado o credenciamento de clínicas e laboratórios, ampliando a rede de atendimento especializado e garantindo mais agilidade no atendimento aos munícipes.
Durante o evento, os moradores Lindomar Cardoso, de 43 anos, e José Maria da Silva, de 58, reforçaram a importância da prevenção.
“Sou motorista e fiquei sabendo da campanha por um grupo de WhatsApp. Hoje fiz minha primeira consulta com o urologista e saio daqui muito mais tranquilo. É importante cuidar da saúde, especialmente depois dos 40 anos”, disse
Já José Maria contou que realiza acompanhamento médico desde os 40 anos e não tem vergonha de falar sobre o tema. “Não adianta preconceito. Quanto mais cedo a gente descobre, mais rápido se recupera. Eu incentivo todos os homens a cuidarem de si mesmos”, relatou.
A diretora da FEB Saúde, Viviane Moraes, celebrou a parceria com o Município. “Nossa unidade está de portas abertas para atender com qualidade e acolhimento. Essa campanha salva vidas e reforça o compromisso com a saúde preventiva”, afirmou.
O médico ultrassonografista Dr. Eliezer Zaffani também destacou a gravidade do câncer de próstata e os riscos do diagnóstico tardio.
“Cerca de 39 mil homens morrem todos os anos no Brasil em decorrência do câncer de próstata. O mais preocupante é que 95% dos casos são assintomáticos. Por isso, o acompanhamento anual com o urologista é fundamental. Quando diagnosticado precocemente, mais de 90% dos pacientes têm cura”, alertou o especialista.
Com ações contínuas durante todo o mês de novembro, a Prefeitura de Várzea Grande reforça seu compromisso com a promoção da saúde do homem, incentivando a prevenção, o diálogo e o cuidado.
“Várzea Grande é protagonista da sua própria saúde”, finalizou a prefeita Flávia Moretti.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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