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Prefeita encerra Março Mulher com caminhada e ações contra a violência em Várzea Grande

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Evento reuniu mulheres em caminhada no Parque Berneck e marcou o fim de um mês de ações voltadas à saúde, empreendedorismo e enfrentamento à violência contra a mulher

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), encerrou, na tarde e no início da noite deste sábado (28), a programação do mês Março Mulher com o evento “Mulheres que Caminham Juntas”, realizado no Parque Bernardo Berneck. A atividade marcou as comemorações do Dia Internacional da Mulher e reuniu participantes em uma caminhada de 2,1 km, guiada e com destaque para as riquezas naturais do parque, com foco na integração, bem-estar e contato com a natureza.

A ação fechou uma série de iniciativas promovidas ao longo do mês, incluindo atividades nas áreas de saúde, assistência social, empreendedorismo feminino e audiências públicas. Durante o encerramento, a prefeita fez um posicionamento firme no combate à violência contra a mulher.

“Não vamos tolerar nenhum tipo de violência contra a mulher — seja ela doméstica, psicológica, de gênero ou política. Nossa gestão está comprometida em proteger, acolher e garantir que cada mulher tenha voz, respeito e segurança para viver com dignidade”, afirmou.

A participante Ariana do Carmo Oliveira, moradora do bairro Marajoara, destacou a importância de ações que incentivem a prática de atividades físicas e o enfrentamento à violência. Ela relatou já ter vivido um relacionamento tóxico e afirmou que “eventos como esse ajudam a evitar o isolamento e a depressão”.

A fisioterapeuta Rejane França Corrêa, do bairro Jardim Paula II, ressaltou que “iniciativas como esta caminhada contribuem para o enfrentamento da violência, o fortalecimento da autoestima e a promoção do bem-estar emocional e social das mulheres”.

“Quando o poder público ocupa os espaços com ações como essa, fortalecemos não só o meio ambiente, mas também o respeito, a cidadania e a valorização das mulheres na sociedade. Esse compromisso precisa ser permanente”, disse o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, também comentou a iniciativa.

A secretária de Assistência Social, Cristina Saito, destacou o balanço das atividades. “Foi um mês intenso, com diversas ações e palestras. Encerramos com este evento reforçando o enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, além de fortalecer a autoestima e a rede de acolhimento no município”.

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Fabyane Nagazawa, secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, lembrou que a pasta promoveu oficinas de capacitação para mulheres empreendedoras ao longo do mês, e Manuela Rondon, secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, lembrou o compromisso da gestão municipal com a pauta feminina. “A prefeita Flávia Moretti tem um olhar sensível e comprometido com as causas das mulheres. Isso se reflete em políticas públicas que garantem dignidade, segurança e mais oportunidades, especialmente para aquelas que mais precisam”, afirmou.

O evento também contou com atividades culturais e de convivência, incluindo a Feira da Família e apresentações do Coral de Idosos do Centro de Convivência Vovô Zeid Sacre, do grupo Anjos da Lata, da ANFEMAT, da Banda da Polícia Militar de Mato Grosso e da Banda Municipal de Várzea Grande.

Mutirão de cidadania – Antes do evento, na manhã do mesmo sábado (28), a prefeita participou do 10º Mutirão de Cidadania Social, realizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por meio do deputado estadual Wilson Santos (PSD), em parceria com diversos órgãos. A ação ocorreu na EMEB Estevão Ferreira da Cunha, no Distrito de Souza Lima.

O mutirão ofertou mais de 20 serviços gratuitos à população, incluindo atendimentos nas áreas de saúde, emissão de documentos, assistência jurídica, oportunidades de emprego, benefícios sociais, educação e cultura. A Prefeitura também participou com serviços de saúde, como atendimento médico e odontológico, vacinação, testes de ISTs e aferição de pressão arterial e glicemia, totalizando mais de 166 atendimentos.

“Essa parceria é fundamental para levar cidadania até as pessoas. Muitas vezes, o cidadão não consegue resolver suas demandas durante a semana, e o mutirão facilita esse acesso ao reunir diversos serviços em um só lugar”, destacou a prefeita.

O deputado estadual Wilson Santos elogiou a participação da gestora. “Os mutirões permitem resolver problemas rapidamente e aproximam o poder público da população. Esse contato direto fortalece nosso trabalho, mesmo diante dos desafios da política”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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