VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande oferece parques com estrutura para lazer e atividades físicas no feriado da Semana Santa
VÁRZEA GRANDE
A cidade conta com três importantes áreas ambientais abertas ao público todos os dias, das 5h às 18h. O Parque Municipal Flor do Ipê, o Parque Ecológico Tanque do Fancho e o Parque Ambiental Bernardo Berneck
Se a ideia para o feriado de Semana Santa é sair da rotina, relaxar e ainda cuidar da saúde, Várzea Grande tem ótimas opções para todas as idades. Os parques municipais se tornam o destino ideal para quem quer praticar atividades físicas, passear ao ar livre ou curtir um piquenique em família durante os dias de folga.
A cidade conta com três importantes áreas ambientais abertas ao público todos os dias, das 5h às 18h. O Parque Municipal Flor do Ipê, o Parque Ecológico Tanque do Fancho e o Parque Ambiental Bernardo Berneck. Juntos, eles oferecem espaços ideais para caminhadas, piqueniques, brincadeiras em família e momentos de contemplação da fauna e flora típicas da região.
Localizado no bairro Flor do Ipê, próximo à Ponte Sérgio Motta, o Parque Municipal Flor do Ipê tem 19 hectares de área, o espaço abriga quatro hectares de trilhas suspensas dentro da mata, onde o visitante pode observar espécies nativas e animais silvestres como macacos, tamanduás-mirins, esquilos e diversas aves. Além disso, o local conta com academia ao ar livre, balanços e espaços para descanso.
“O Flor do Ipê é um verdadeiro laboratório natural. As pessoas podem caminhar, respirar ar puro e conhecer de perto a biodiversidade da nossa região”, explica o fiscal ambiental Edmilson Pinheiro, responsável pelos parques municipais.
Já o Parque Ecológico Tanque do Fancho, situado na Avenida Castelo Branco, no bairro Centro Sul, é o mais tradicional da cidade. O espaço de 4.700 m² oferece pista de caminhada, playground e área para exercícios físicos. Recentemente, o parque passou a integrar oficialmente o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), após a aprovação do seu Plano de Manejo pela Portaria nº 02, de 23 de janeiro de 2025 — um reconhecimento importante que garante a preservação e o uso sustentável do local.
Mas é o Parque Ambiental Bernardo Berneck que se destaca pelo tamanho e pela diversidade de opções de lazer. Com cerca de 280 mil m², o Berneck é o maior parque urbano de Várzea Grande e recebe, em média, mais de mil pessoas nos finais de semana, incluindo moradores de Cuiabá. O espaço conta com uma pista de caminhada de 3,5 km, estacionamento para 500 veículos, academia ao ar livre, parque infantil e um píer sobre os dois lagos que lembram o Pantanal pela vegetação e pelos animais que habitam a área — como capivaras, jacarés, garças, tuiuiús e até o pequeno “noguete”, espécie de lobo de pequeno porte.
Durante a semana, o parque oferta gratuitamente aulas de educação física e atividades orientadas por professores da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer. “A ideia é que os parques sejam mais do que espaços de lazer, eles são ferramentas de educação ambiental e promoção da saúde pública”, destaca o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim.
O gestor lembra que o uso de bicicletas não é permitido, já que as pistas são exclusivas para caminhadas, e também é vedada a entrada de animais domésticos, para segurança da fauna silvestre que habita os parques. Ele reforça que o acesso é totalmente gratuito — seja para uma caminhada, um piquenique, atividades físicas nas academias ou simplesmente para relaxar e contemplar a natureza. “Os parques são convites permanentes a desacelerar e aproveitar o que Várzea Grande tem de melhor: a vida ao ar livre”, completa.
Serviço:
Funcionamento: todos os dias, das 5h às 18h
Parques: Flor do Ipê, Tanque do Fancho e Bernardo Berneck
Entrada gratuita
Galeria de Fotos (14 fotos)
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
.
Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
-
VÁRZEA GRANDE7 dias atrásVárzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade
-
CUIABÁ7 dias atrásCapacitação fortalece atuação das equipes das UPAs e Policlínica de Cuiabá
-
CUIABÁ7 dias atrásLimpurb realiza quase 32 mil intervenções na iluminação pública de Cuiabá no primeiro semestre de 2026
-
POLÍTICA MT6 dias atrásEscola do Legislativo abre matrículas para cursos gratuitos do segundo semestre
-
CUIABÁ7 dias atrásPrefeitura promove últimas etapas de capacitação para vigilantes patrimoniais
-
CUIABÁ6 dias atrásMato Grosso AgroFestival apresenta programação completa em lançamento oficial nesta segunda
-
CUIABÁ6 dias atrásParque das Águas recebe sistema de monitoramento com 34 câmeras integradas ao Vigia Mais
-
CUIABÁ7 dias atrásBaile da Melhor Idade promove convivência e valorização da pessoa idosa no CCI Maria Ignês

